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	<title>Ancorando</title>
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	<description>&#34;...conduz-me a águas tranquilas...&#34; Sl 23.2b</description>
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		<title>Série bem aventuranças &#8211; parte 3</title>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2013 17:33:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel De Luca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra]]></category>
		<category><![CDATA[Bem-aventurança]]></category>
		<category><![CDATA[fartura]]></category>
		<category><![CDATA[fome e sede]]></category>
		<category><![CDATA[humanidade]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos&#8221; (Mt 5.6) Pense por um momento no que seu coração tem se ocupado. É provável que encontre uma mistura de sonhos e desejos. Entretanto, reflita um pouco e procure discernir neste mosaico onde estão suas necessidades. Falar em bem aventuranças não é falar de desejos, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em></em><em>&#8220;Bem aventurados os que têm <strong>fome e sede de justiça, </strong>porque <strong>serão</strong></em><strong> fartos&#8221; </strong>(Mt 5.6)</p>
<p style="text-align: justify;">Pense por um momento no que seu coração tem se ocupado. É provável que encontre uma mistura de sonhos e desejos. Entretanto, reflita um pouco e procure discernir neste mosaico onde estão suas <em>necessidades</em>.<b><br />
</b></p>
<p style="text-align: justify;">Falar em bem aventuranças não é falar de desejos, mas de necessidades. Grave isso.</p>
<p style="text-align: justify;">Jesus afirma ser motivo de alegria reconhecer nosso anseio pelas <strong>necessidades </strong>supridas. Que necessidades são essas? <i>As coisas mais básicas da vida</i>. Note a menção a isso através do exemplo dado - <strong>fome </strong>e <strong>sede. </strong>As necessidades ressaltam a verdade de que todos são feitos do mesmo pó, participantes da mesma natureza. Atente ao fato de que todo ser humano, seja qual for sua origem, posição social, tamanho da conta bancária ou escolaridade compartilham das mesmas necessidades. É sobre isso que Jesus está falando. Todo ser humano sente <strong>fome </strong>e <strong>sede.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">E quais são as <em>necessidades mais básicas</em>? Alimentos e água? Com certeza.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas não apenas isso&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Sentimos a necessidade de <strong>ser </strong><strong>amado e poder amar; ser importante e relevante para alguém; ajudar e ser ajudado. Aceitar e ser aceito, errar e ter a possibilidade de aprender com os erros; recomeçar. </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saber que Deus é bom, que Deus o ama e cuida de mim.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Jesus ainda complementa nos apontando o caminho para a satisfação: <strong>a justiça.</strong> Não se trata aqui de uma justificação relacionada à alguma situação em particular; o termo é usado para definir <em>uma posição do cristão em relação à Deus. </em>Em outras palavras, é <span style="text-decoration: underline;">reconhecer que nossas necessidades básicas precisam estar posicionadas em Deus.</span> Ou seja, quando deixamos de lado nossa pretensa independência e nos rendemos ao senhorio de Cristo. Lançamos então sobre Ele nossa vida, tudo o que temos e somos, e dEle esperamos a água viva que nos sacia.</p>
<p style="text-align: justify;">Tanto que esta é a promessa: <strong>você será saciado e terá suficiência em todas as áreas.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Isso não é maravilhoso?</p>
<p style="text-align: justify;">Em Cristo,</p>
<p style="text-align: justify;">Pr. Daniel</p>
<p style="text-align: justify;">(Continua. Você pode ler a primeira parte <a title="Série bem aventuranças – parte 1" href="http://www.ancorando.com/serie-bem-aventurancas-parte-1/">aqui</a> e a segunda <a title="Série bem aventuranças – parte 2" href="http://www.ancorando.com/serie-bem-aventurancas-parte-2/">aqui</a>)</p>
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		<title>Série bem aventuranças &#8211; parte 2</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Apr 2013 14:12:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel De Luca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra]]></category>
		<category><![CDATA[Bem-aventurança]]></category>
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		<description><![CDATA[(leia a primeira parte aqui) &#8220;Bem aventurados os humildes, porque herdarão a terra&#8220; (Mt 5.5) O discipulado cristão tem uma profunda relação com o ensino. O termo hebraico para discípulo é talmid (תלמיד), cujo sentido básico é aluno. Em outras palavras, se você não está disposto a ser ensinado (ensinável principalmente), não há outro meio de seguir a Jesus e ser um [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">(leia a primeira parte <a title="Série bem aventuranças – parte 1" href="http://www.ancorando.com/serie-bem-aventurancas-parte-1/">aqui</a>)</p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Bem aventurados os <strong>humildes</strong>, porque <strong>herdarão a terra</strong>&#8220; </em>(Mt 5.5)</p>
<p style="text-align: justify;">O discipulado cristão tem uma profunda relação com o ensino. O termo hebraico para <em>discípulo</em> é <em>talmid </em>(תלמיד), cujo sentido básico é <em>aluno</em>. Em outras palavras, se você não está disposto a ser ensinado (ensinável principalmente), não há outro meio de seguir a Jesus e ser um discípulo.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando Jesus faz menção aos <strong>humildes</strong>, o termo tem um significado diverso do que é comumente entendido por aí (relacionado principalmente com carência ou pobreza). Não se trata disso. Mateus usa aqui o termo grego <em>praus </em>(πραεις), com o sentido de <em>&#8220;uma disposição mental; gentileza interior ou do espírito&#8221;</em>. Ou seja, a humildade ressaltada por Jesus é uma disposição de espírito (ou interior) com o qual aceitamos a forma como Deus lida conosco sem, no entanto, disputar ou resistir.</p>
<p style="text-align: justify;">Sim. resistir.</p>
<p style="text-align: justify;">A natureza de rebeldia do pecado insiste em querer as coisas <em>do seu jeito. </em>É fácil verificar isso &#8211; atente à suas palavras enquanto ora&#8230;por vezes, trocamos o <strong>seja feita a Tua vontade </strong>por <strong>seja feita <em>nossa </em>vontade.</strong> Esbarramos involuntariamente na incapacidade humana de contemplar o plano de Deus em sua totalidade, limitados pelo <em>aqui </em>e <em>agora </em>característicos de seres temporais que somos. Dessa forma, acabamos de traçar o plano e apontamos a Deus: <em>&#8220;- é por aqui, Senhor&#8221;.</em> Mas eu e você sabemos que as coisas não funcionam dessa maneira. O resultado de quando não acontece como planejado?</p>
<p style="text-align: justify;">Resistência.</p>
<p style="text-align: justify;">Pois bem. O antídoto para isso é a <strong>humildade</strong>, caracterizada pela confiança plena em Deus, mais do que em nossas próprias forças. Ele é nosso Juiz. Ele nos defenderá. Ele sabe mais da vida do que nós.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele é o Rei.</p>
<p style="text-align: justify;">A promessa?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Uma herança &#8211; a terra &#8211; símbolo da totalidade do Reino do Pai que herdamos com Cristo. Um lugar onde o ladrão não mais alcançará, onde nossa alma terá descanso e onde passaremos a eternidade maravilhados com a extensão da graça do Pai.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em></em>Em dias de protecionismo e individualismo, faz toda a diferença abrir mão de si mesmo e confiar no Pai.</p>
<p style="text-align: justify;">Você aceita o convite de Cristo?</p>
<p style="text-align: justify;">Pr. Daniel</p>
<p style="text-align: justify;">(continua)</p>
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		<title>Obstáculo ou oportunidade?</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Apr 2013 14:53:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel De Luca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra]]></category>
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		<category><![CDATA[oportunidade]]></category>
		<category><![CDATA[posição]]></category>
		<category><![CDATA[Zaqueu]]></category>

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		<description><![CDATA[Não sei se você já notou &#8211; provavelmente sim &#8211; em como as crianças brincam. Na realidade, basta lembrar de quando você era uma. Para mim, uma das lembranças mais fortes é das tardes onde, junto com amigos da vizinhança, montávamos nossos &#8220; Forte Apache &#8221; e a semana corria solta, entre colonizadores e índios. Ainda hoje, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Não sei se você já notou &#8211; provavelmente sim &#8211; em como as crianças brincam. Na realidade, basta lembrar de quando você era uma. Para mim, uma das lembranças mais fortes é das tardes onde, junto com amigos da vizinhança, montávamos nossos &#8220; <a title="Forte Apache" href="http://www.brinquedos.faroeste.nom.br/artigos.php?id=2&amp;tipo=2">Forte Apache</a> &#8221; e a semana corria solta, entre colonizadores e índios. Ainda hoje, em tempos de <em>playstations </em>a premissa é a mesma: a fantasia de viver uma outra personalidade, de ser um <em>&#8220;super-herói&#8221;. </em>Mesmo inconscientemente, existe uma ponta de fuga da realidade, um modo de superar os obstáculos naturais e experimentar fazer coisas que um ser humano normal não faria.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda que seja por pura diversão &#8211; a industria do cinema está aí e continua com toda a força.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas quero com a reflexão de hoje chamar a atenção para um determinado ponto: <strong>os obstáculos. </strong>Se alguém hoje lhe perguntasse qual sua limitação, ou qual obstáculo o impede de prosseguir em sua vida, o que responderia?</p>
<p style="text-align: justify;">Zaqueu teria esta resposta na <em>ponta da língua.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>- &#8220;Minhas limitações?&#8221; </em>- diria ele - <em>&#8220;eu diria, basicamente, eu mesmo&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em></em>Veja o relato de Lucas a respeito de Zaqueu:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Havia ali um homem chamado Zaqueu, o qual era chefe dos publicanos e era rico. Este procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, porque era de pequena estatura&#8221;</em> (Lc 19.2-3)</p>
<p style="text-align: justify;">Zaqueu era baixinho, rico (sim, um limitador em suas relações) e havia uma multidão perto de si. Ele queria ver quem era Jesus; assim como acontece com todos nós, sempre que <strong>desejamos algo, um obstáculo se interpõe à nossa frente. </strong>E ele pode se manifestar nas mais variadas formas: <em>um convite a um jantar quando </em><i>planejamos uma dieta; distrações quando planejamos um estudo, uma leitura da Bíblia; uma emergência no trabalho quando finalmente separamos um tempo para a família&#8230; </i>ou como Zaqueu, um conjunto de fatores torna-se nosso obstáculo &#8211; suas limitações físicas, as pessoas ao seu redor, as circunstâncias de sua vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Surge então a pergunta: <em>qual o ponto de virada? Que atitudes podem desencadear uma mudança radical num quadro assim? </em>Bem, vejamos o que Zaqueu fez e que princípios podemos trazer para nossas vidas.</p>
<p style="text-align: justify;">O versículo 4 aponta dois destes obstáculos (já mencionados acima): <em>sua pequena estatura e a multidão. </em>O fato é que, ao contrário do que muitos fariam, Zaqueu mostra uma forte determinação em não deixar que isso <strong>o</strong> <strong>impeça de ver Jesus. </strong>Em outras palavras,<em> havia a possibilidade de que, por detrás dos obstáculos, houvesse uma grande oportunidade.</em> Ele literalmente correu &#8211; enfrentou e superou o que se apresentava entre ele e Jesus. Dois pensamentos se destacam aqui:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>- se o obstáculo é grande, às vezes é necessário recuar para ganhar impulso;</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>- seu revés de hoje pode ser tornar o impulso de amanhã &#8211; depende de sua atitude.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Percebeu? Zaqueu precisou <em>correr, </em>se quisesse mesmo ver o Mestre. E ele o fez.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro ponto interessante: Zaque se <strong>antecipou</strong> a Jesus, pois sabia onde o Senhor ia passar. A atitude dele de não se render às circunstâncias, deixando que elas de algum modo o limitassem tornou-se primordial nas mudanças que seriam desencadeadas por tal atitude. Tudo começara com uma curiosidade a ser saciada; entretanto, Zaqueu receberia mais do que isso.</p>
<p style="text-align: justify;">Observe que ele não vai embora satisfeito depois de ter visto o Mestre. Ele bem poderia ter feito isso, mas ele recebe um chamado inesperado:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>- Zaqueu! Desce depressa, pois preciso hoje ficar em tua casa&#8221; </em>(v.5)</p>
<p style="text-align: justify;">O que aprendemos aqui? <strong>Que com Jesus, sempre tem mais!</strong> Zaqueu tinha a intenção de apenas ver Jesus, e sai daquele lugar com muito mais que isso: <strong>a companhia do próprio Cristo. </strong>Os eventos a seguir são permeados de mais obstáculos, pois o povo que presenciou tudo aquilo começa a murmurar a respeito da visita inesperada de Jesus à um publicano, o que exige uma resposta rápida de Zaqueu: <em>&#8221; &#8211; Senhor&#8230;dou a metade de meus bens&#8230;e se ainda defraudei a alguém, restituo quatro vezes mais&#8230;&#8221;. </em>Como isso se chama? <strong>Arrependimento.</strong><b><br />
</b></p>
<p style="text-align: justify;">O mesmo teor dos discursos iniciais de João Batista e de Jesus no começo de Seu ministério; o passo primordial para a entrada no Reino do Pai.</p>
<p style="text-align: justify;">Atente a lição ensinada por Zaqueu: <strong>obstáculos podem esconder oportunidades; às vezes, grandes oportunidades. </strong>Ele apenas queria ver quem Jesus era. Entretanto, saiu com muito mais que isso &#8211; a presença do Salvador em sua casa e uma mudança em suas relações. <b><br />
</b></p>
<p style="text-align: justify;">Ajuste sua visão para a próxima vez que algo se interpor entre você e algo que você deseja.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem sabe o Senhor não está ali, com um convite pronto a ser estendido?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8221; &#8211; posso ficar hoje em sua casa?&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em></em>Pr. Daniel</p>
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		<title>&#8220;Pede prá sair 02&#8230;&#8221;</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Mar 2013 19:29:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel De Luca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra]]></category>
		<category><![CDATA[experiência]]></category>
		<category><![CDATA[fé]]></category>
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		<description><![CDATA[Um dos filmes mais comentados no cinema nacional nos últimos anos foi o &#8220;Tropa de Elite&#8221;, cuja história se passa em 1997 e mostra os preparativos para a visita do então papa João Paulo II ao Rio de Janeiro. Numa das cenas de treinamentos dos aspirantes ao BOPE, o líder do treinamento berra aos ouvidos de um [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Um dos filmes mais comentados no cinema nacional nos últimos anos foi o <a title="Tropa de Elite" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tropa_de_Elite">&#8220;Tropa de Elite&#8221;, </a>cuja história se passa em 1997 e mostra os preparativos para a visita do então papa João Paulo II ao Rio de Janeiro. Numa das cenas de treinamentos dos aspirantes ao <em>BOPE</em>, o líder do treinamento berra aos ouvidos de um deles: <em>&#8220;Pede prá sair 02, pede prá sair&#8230;&#8221;</em>. O motivo de um treinamento tão intenso era, dentre outras coisas, prepará-los para as situações de conflito a serem enfrentadas no futuro. Ainda que o treinamento fosse intencionalmente difícil, ao fim do curso os aprovados estariam aptos para realizar as mais difíceis missões.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas escrituras encontramos as mais diversas referências à vida cristã e como entender sua profundidade de atuação. Numa delas, Paulo compara nossas vidas à de um soldado, que deve buscar agradar quem o chamou à guerra:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Nenhum soldado em serviço se permite envolver em negócios da vida civil, porquanto seu objetivo é agradar aquele que o recrutou para a guerra&#8221; </em>(2Tm 2.4)</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, se cremos neste chamado de caminhar ao lado de Cristo, estas palavras devem devem ser levadas tão a sério como tantas outras promessas do Rei. Há uma luta diária contra nosso ego e nossas tentativas (ainda que não percebidas) de assumir o comando. Porém, este lugar, se somos discípulos de Jesus, já está ocupado por Cristo. Isso nos leva a um outro aspecto interessante: <em>qual nossa compreensão das dificuldades que passamos? Podem elas fazer parte de um currículum celestial de treinamento para filhos de Deus?</em><em><br />
</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em></em>Novamente, deixemos Paulo nos fazer companhia nesta reflexão:</p>
<p style="text-align: justify;"><em> &#8220;Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e Deus de toda consolação, que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, pela consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus&#8221;. </em>(2Co 1.3-4)</p>
<p style="text-align: justify;">Pense um momento sobre isso. E se as lutas que você enfrenta pudessem, de algum modo, serem usadas para o benefício de outros? E se após as adversidades, quando os ventos derem uma trégua, a consolação que você recebeu seja sua missão? Paulo garante que sim - <strong>há um propósito maior, que vai além de você.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Deixe-me explicar melhor. Nossas dificuldades (o colega de trabalho que insiste em nos &#8220;puxar o tapete&#8221;, aquele parente que só sabe nos arrumar confusão, aquele &#8220;amigo&#8221; que depois acabou mostrando não ser tão amigo assim, as tragédias que podem nos atingir, etc&#8230;) nas mãos de Deus podem ser usadas como meios de estender Seu amor. A partir do momento em que recebemos ajuda do alto, quando nos sentimos reconfortados por Deus, essa experiência acaba por ser tornar útil para todos os que estiverem numa situação similar à nossa.</p>
<p style="text-align: justify;">Em outras palavras, tudo o que vivemos, desde que estejamos caminhando com Jesus, é usado em nosso <em>treinamento </em>como filhos de Deus. A dificuldade de hoje é a experiência de amanhã. A fraqueza de hoje torna-se a fortaleza de amanhã. Dia após dia, nosso caráter é lapidado de modo a parecermos mais com Jesus. Ou seja, Deus transforma aparentes fins em recomeços.</p>
<p style="text-align: justify;">Dor em esperança.</p>
<p style="text-align: justify;">Inutilidade em ocasião.</p>
<p style="text-align: justify;">Vazio em propósito.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora&#8230;como você tem usado isso? Melhor ainda, como <strong>Deus </strong>tem usado suas experiência em algo útil no Reino? Algumas verdades não podem ser esquecidas:</p>
<p style="text-align: justify;">Sim, há um propósito maior em tudo.</p>
<p style="text-align: justify;">Não, não entenderemos a maioria das coisas que acontecem conosco.</p>
<p style="text-align: justify;">O momento é difícil? Não parece haver saída? Entregue sua vida a Jesus&#8230;deixe que Ele o conduza ao caminho da vida, da esperança e de novos começos. Saiba que se confiarmos nossas vidas às mãos do Deus todo-poderoso, não há mal que não possa ser revertido em bênção.</p>
<p style="text-align: justify;">Disseram a você que a morte é o fim?</p>
<p style="text-align: justify;">Mentira.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele usou Sua morte para transformar nossa morte em vida.</p>
<p style="text-align: justify;">O sepulcro vazio mostra isso &#8211; Ele não está lá.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Cristo,</p>
<p style="text-align: justify;">Pr. Daniel</p>
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		<title>Um pequeno interlúdio</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Mar 2013 14:01:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel De Luca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra]]></category>
		<category><![CDATA[circunstâncias]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
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		<category><![CDATA[esperança]]></category>
		<category><![CDATA[paz]]></category>
		<category><![CDATA[tristeza]]></category>

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		<description><![CDATA[Porque às vezes as coisas parecem tão confusas? Porque, mesmo buscando uma vida simples, o caos que impera no mundo insiste em fazer morada dentro de nós? Porque tantas dúvidas, tanta incredulidade? Porque, porque&#8230;se isso tem atormentado sua vida, seu dia a dia, bem vindo ao clube! Eu e você, companheiros de jornada no tempo [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Porque às vezes as coisas parecem tão confusas?</p>
<p style="text-align: justify;">Porque, mesmo buscando uma vida simples, o caos que impera no mundo insiste em fazer morada dentro de nós?</p>
<p style="text-align: justify;">Porque tantas dúvidas, tanta incredulidade?</p>
<p style="text-align: justify;">Porque, porque&#8230;se isso tem atormentado sua vida, seu dia a dia, bem vindo ao clube! Eu e você, companheiros de jornada no tempo chamado <strong>hoje, </strong>talvez estejamos lado a lado com tantos que, na lida diária com a <em>vida</em>, de algum modo tornam-se por vezes pessimistas e afadigados. Alguns de nossos companheiros, cujas vidas já passaram e encontram-se hoje na glória, têm um recado importante para nos dar.</p>
<p style="text-align: justify;">Deixe então aí do seu lado seus <span style="text-decoration: underline;"><em>porques</em></span> e leia com atenção os versículos abaixo:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Quando a ouviram dizer que Jesus estava vivo e que tinha aparecido a ela, <strong>eles não acreditaram</strong> [...] Eles voltaram e contaram isso aos outros discípulos, e <strong>estes não acreditaram</strong> no que os outros disseram&#8221; </em>(Mc 16.11;13 &#8211; grifo nosso)</p>
<p style="text-align: justify;">Capte aqui o que estava acontecendo. O investimento de suas vidas, Jesus, havia sido morto e com Ele suas esperanças e investimento. Os discípulos haviam aberto mão de muita coisa (ou tudo) por Jesus.</p>
<p style="text-align: justify;">Conforto</p>
<p style="text-align: justify;">Boa vizinhança</p>
<p style="text-align: justify;">Tranquilidade</p>
<p style="text-align: justify;">Controle</p>
<p style="text-align: justify;">E muitas coisas poderíamos acrescentar à esta lista. Tudo isso foi deixado de lado quando, em meio às atividades cotidianas, ouviram certo dia <em>&#8220;&#8230;vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens&#8221; </em>(Mt 4.19). Lucas detalha mais ainda esta cena, e acrescenta que eles <em> &#8220;&#8230;deixaram tudo e o seguiram&#8221;</em> (Lc 5.11).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Deixaram tudo.</strong> Este talvez tenha sido o ponto que mais tarde originaria a crise. Foram cerca de três anos de amizade, companheirismo, aprendizado, alegrias, tristezas e, principalmente, <strong>esperança.</strong> Todos nós sabemos que temos apenas uma vida. Todos nós buscamos vivê-la da melhor forma possível e encontrar um significado real para ela. Ninguém quer chegar ao final de seus dias e, ao olhar para trás, perceber que nenhum legado foi deixado.</p>
<p style="text-align: justify;">Com os discípulos não era diferente.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez nós conheçamos bem demais este sentimento, provavelmente mais do que gostaríamos e isso acabou por se tornar uma realidade incômoda, roubando a nossa paz. Como os discípulos, ouvimos falar de Jesus, aprendemos dEle nos estudos bíblicos e vibramos com cada testemunho de transformação de vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Em algum momento, a tristeza se abateu sobre nós. Não sabemos de onde ela veio&#8230;tudo parecia tão tranquilo, calmo e certo. Não vimos como ela chegou; só sabemos que agora ela está aqui. Dorme e acorda conosco, rouba o paladar das refeições, a sinceridade do sorriso e leva consigo nossa esperança. Como ficamos?</p>
<p style="text-align: justify;">Tristes.</p>
<p style="text-align: justify;">Eles estavam assim. Profundamente tristes. Sua grande esperança havia sido pendurada numa cruz romana, objeto de escárnio e zombaria.</p>
<p style="text-align: justify;">Já zombaram de seus sonhos? Sua esperança já foi alvo de dedos apontados e perguntas desafiadoras do tipo <em>&#8220;Cadê o seu Deus?&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify;"><i>&#8220;E os que iam passando blasfemavam dele, meneando a cabeça e dizendo: &#8230;salva-te a ti mesmo; se és o Filho de Deus, desce da cruz [...] aos outros salvou; a si mesmo não pode salvar. Rei de Israel é ele; desça agora da cruz, e creremos nele&#8221; </i>(Mt 27.39,40;42)</p>
<p style="text-align: justify;">Palavras duras, que golpearam toda fé e esperança daqueles homens. Um momento de escuridão tomavam conta de tudo. O que tinha sobrado?</p>
<p style="text-align: justify;">Tristeza.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando estamos assim, boas novas não são capazes de trazer de volta a alegria. Outras pessoas, por mais bem intencionadas que sejam não podem nos ajudar. Outros discípulos tentaram, as mulheres tentaram&#8230;mas eles continuaram trancados no cenáculo, com medo de que o mesmo destino de Jesus se tornasse o deles. No que pensavam? Será que seus pensamentos estavam fixos naquele dia, quando receberam o chamado de deixar tudo para trás?</p>
<p style="text-align: justify;">Valeu a pena?</p>
<p style="text-align: justify;">O que fazer agora?</p>
<p style="text-align: justify;">E estes anos <em>perdidos</em>?</p>
<p style="text-align: justify;">Inevitavelmente nos trancamos em nós mesmos. A reclusão torna-se um mecanismo de defesa, protegendo nosso já cambaleante interior de novas devastações. Procuramos reunir os cacos que restaram, e de algum modo continuar em frente, se isso for possível. Voltar atrás pode ser uma opção; afinal de contas, &#8220;<em>os barcos podem estar na praia, e posso recomeçar de novo no ramo da pesca&#8230;&#8221;, </em>podem ter pensado.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas&#8230; (não perca este momento&#8230;se necessário, respire fundo antes de continuar a leitura)</p>
<p style="text-align: justify;"><i>&#8220;Naquele mesmo domingo, à tarde, os discípulos de Jesus estavam reunidos de portas trancadas, <strong>com medo dos líderes judeus. </strong><strong>Então Jesus chegou, ficou no meio deles e disse: </strong></i></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>- que a paz esteja com vocês!</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Em seguida lhes mostrou as suas mãos e o seu lado. E eles ficaram muito alegres ao verem o Senhor.&#8221;</em></strong><em> </em>(Jo 20.19-20)</p>
<p style="text-align: justify;">Toda a fortaleza chamada tristeza (ou desapontamento, desânimo, abandono&#8230;os nomes são variados, mas o sentimento é o mesmo) simplesmente ruíram ante à visão do Senhor ressurreto. Jesus se coloca no meio deles, à vista de todos e ministra sobre eles aquilo que mais precisavam: <strong>paz.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os olhos, momentos antes tomados de lágrimas de medo veem agora sua esperança de volta. Ela nunca havia os abandonado&#8230;Jesus muito tempo antes já os tinha ensinado a respeito de Sua morte e ressurreição, porém eles lembravam-se apenas da primeira parte &#8211; a morte. Onde estavam agora o <em>abandono, o medo, a dúvida?</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em></em>Simplesmente não havia mais lugar para eles &#8211; Sua esperança estava ali, viva e real!</p>
<p style="text-align: justify;">O momento é dramático em todos os sentidos &#8211; Jesus ainda acrescenta:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8221; &#8211; que a paz esteja com vocês! Assim como o Pai me enviou, eu também envio a vocês!&#8221; </em>(Jo 20.21).</p>
<p style="text-align: justify;">Em outras palavras: <strong>o plano não terminou. Nunca esteve perto de terminar, ainda que as circunstâncias afirmassem o contrário. Eu sempre estive e estarei no meio de vocês, renovando suas vidas em Mim e trazendo a Paz que só Eu posso dar.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Como você está hoje?</p>
<p style="text-align: justify;">Desanimado, abatido, triste?</p>
<p style="text-align: justify;">Saiba que basta apenas uma visão de Jesus &#8211; receber dEle Sua Paz e nunca se esquecer de que sempre, <strong>sempre e para sempre Ele estará conosco, não importam as circunstâncias!</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;&#8230;e eis que eu estou com vocês <strong>todos os dias, até a consumação dos séculos&#8221; (Mt 28.20).</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em></em>Em Cristo,</p>
<p style="text-align: justify;">Pr. Daniel</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Série bem aventuranças &#8211; parte 1</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Mar 2013 15:31:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel De Luca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra]]></category>
		<category><![CDATA[Bem-aventurança]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[hoje]]></category>
		<category><![CDATA[relevância]]></category>
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		<description><![CDATA[Numa sociedade multifacetada como a nossa, em constante transformação de valores, torna-se quase impossível estabelecer um fundamento ou prumo no que tange à um caráter ilibado. Por vezes, o que para determinado grupo é uma virtude para outro não possui valor algum. Mesmo nas cidades pequenas, as tribos começam a se tornar comuns &#8211; os semelhantes atraindo-se [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Numa sociedade multifacetada como a nossa, em constante transformação de valores, torna-se quase impossível estabelecer um fundamento ou prumo no que tange à um caráter ilibado. Por vezes, o que para determinado grupo é uma virtude para outro não possui valor algum. Mesmo nas cidades pequenas, as <em>tribos </em>começam a se tornar comuns &#8211; os semelhantes atraindo-se mutualmente e desenvolvendo ali sua comunidade, ou <strong>comum-unidade. </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, como cristãos, nos deparamos com este desafio diário de sermos constantes e fiéis àquilo que nosso Senhor espera de nós. O próprio conceito de <em>fé </em>está intimamente ligado à ideia de fidelidade &#8211; no hebraico, fé (emunah/אמונה) é sinônimo de fidelidade. Teriam as Escrituras a resposta para nós? Sem dúvida &#8211; encontramos o esteio para nossa vivência diária das palavras de Jesus no Evangelho de Mateus, no capítulo 5. Leia com atenção, medite e que o Espírito Santo transforme estas palavras em vida dentro de você. Vale lembrar nosso chamado de sermos <em>luz do mundo, sal da terra. </em>Em outras palavras, faça a diferença onde estiver!</p>
<p style="text-align: center;"><i>&#8220;Bem-aventurados os </i><strong style="font-style: italic;">pobres em espírito</strong><i>, pois </i><strong style="font-style: italic;">deles é o Reino dos Céus;</strong></p>
<p style="text-align: center;"><em>Bem-aventurados os <strong>que choram, </strong>porque serão <strong>consolados;</strong>&#8220; </em>(Mt 5.3-4)</p>
<p style="text-align: justify;">O que nos chama a atenção é a descrição de qualidades interiores, e não algo ligado ao exterior do homem. Jesus, ao apontar um caminho diferente do que vemos por aí, faz a clara distinção entre a <em>felicidade</em> (bem-aventurança) atrelada de algum modo à coisas externas, ou bens como preferir, e a realização a partir do que há dentro de nós. Ser um discípulo de Cristo é viver na contramão da cultura vigente; é olhar o mundo através da perspectiva divina. Assim, não somos felizes, ou completos ao possuirmos algo, mas a sermos alguém. É desafiador, mas libertador, ter nosso senso de realização dentro de nós por meio de Cristo &#8211; uma garantia de que nada pode nos roubar isso. Se temos algo, este pode ser subtraído de nós. Mas se <strong>somos </strong>algo, nada pode tocar!</p>
<p style="text-align: justify;"><i>&#8220;Bem-aventurados os </i><strong>pobres em espírito</strong><i>, pois </i><strong>deles é o Reino dos Céus;</strong>&#8220;(Mt 5.3). Aqui encontramos o primeiro princípio:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Reconhecer nossa total dependência de Cristo. </strong></p>
<p style="text-align: justify;">É interessante ver como tudo aquilo que comumente se tem como valor, para Cristo, não necessariamente o é. Ele não diz <i>&#8220;bem-aventurados os poderosos, os ricos em espírito&#8221;. </i>Gostaríamos de ouvir, mas Jesus não o fala. Ao contrário, Ele afirma: <em>&#8220;bem-aventurados os <strong>pobres</strong>&#8230;&#8221;</em> A palavra grega usada aqui (πτωχοι-ptochoi) traz o sentido de <em>impotente para realizar um objetivo; que rasteja; que se humilha.</em>  O ponto de partida é mostrado por Jesus: <strong>uma posição. </strong>Ele aponta não só o caminho a ser trilhado, mas também o primeiro e importante passo; uma posição de coração, uma postura contrária àquilo valorizado pelo mundo, e que traz à tona o velho problema de todos nós: o <strong>orgulho.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Nossa dependência de Cristo é um trator que esmaga o orgulho e a autossuficiência humana. Lamentavelmente, há uma luta ferrenha pela autonomia. Queremos ser &#8220;donos de nossos narizes&#8221;, estabelecendo nossa vontade acima de tudo e todos. Esquecemos de quando Jesus, ao nos ensinar a orar (sim, até isso precisa ser ensinado), pede para que a vontade do Pai &#8220;seja feita na terra, como é feita nos céus&#8221;. Só um coração tocado por Jesus pode render-se totalmente.</p>
<p style="text-align: justify;">Ser <em>pobre de espírito </em>é saber que estamos em &#8220;obras&#8221;, assim como os outros também estão. Isso nos lembra de não apontar o dedo e estabelecer julgamentos, pois somos todos igualmente carentes da graça do Senhor; erramos tanto quanto os outros. Se estou em obras, o meu irmão também está. Não é mais fácil viver assim? É a estes que a promessa é dada: <strong>o Reino do Pai pertence a vocês&#8230;</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Bem-aventurados os <strong>que choram, </strong>porque serão <strong>consolados;</strong>&#8220; </em>(Mt 5.4) O segundo princípio que encontramos é:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Olhe além de si mesmo. </strong></p>
<p style="text-align: justify;">A palavra chorar aqui traz o conceito de <em>&#8220;lamentar por alguém&#8221;. </em>Ou seja, não é um choro qualquer, mas uma compaixão dirigida à necessidade do próximo. Se nos colocamos numa posição de submissão a Cristo, nada mais natural que perceber que a vida, e porque não dizer a história, vai além de nosso &#8220;mundo&#8221; e percepção. Como já disse alguém, vale sempre lembrar que <strong>toda população do mundo &#8211; com apenas uma exceção &#8211; é composta pelos outros. </strong>O próprio Einstein afirmava que <em>&#8220;só se começa a viver quando se vive para os outros&#8221;. </em>O resultado natural de uma vida diante do altar do Senhor é ter nossos olhos abertos para o que acontece ao nosso redor. Estamos sim cercados de pessoas tão ou mais carentes que nós. O que nos impede de enxergar isso? Aquilo que deve ser tratado no princípio anterior: <strong>orgulho. </strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Bíblia é clara em fundamentar a vida cristã num termo: <strong>relacionamentos.</strong> Com Deus, conosco mesmo e com nosso próximo. Não há outro meio para se ter uma vida cristã genuína e plena. A pergunta que devemos responder a nós mesmos é o quanto valorizamos nossos relacionamentos. Por que temos tanta dificuldade em colocar os outros em primeiro lugar? Vale a pena viver uma vida ressentida, ao custo de afastar as pessoas de nós?</p>
<p style="text-align: justify;">Tenha em mente a promessa dada por Jesus neste ponto: <strong>os que choram </strong>serão <strong>consolados.</strong> É saber que, ao nos colocarmos numa posição de auxílio aos outros, de deixar nosso &#8220;eu&#8221; de lado e prezar bons relacionamentos, teremos a garantia do próprio Deus em vir ao nosso socorro e sermos então curados e acolhidos. Ou, como diz o salmista:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Deus é o nosso refúgio e a nossa fortaleza, socorro sempre presente nas tribulações&#8221; </em>(Sl 46.1)</p>
<p style="text-align: justify;">Em Cristo,</p>
<p style="text-align: justify;">Pr. Daniel</p>
<p style="text-align: justify;">(continua)</p>
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		<title>&#8230;muito dinheiro no bolso, saúde prá dar e vender&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Dec 2012 16:32:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel De Luca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Adeus ano velho, feliz ano novo&#8230;que tudo se realize no ano que vai nascer&#8230;muito dinheiro no bolso, saúde prá dar e vender&#8230;&#8221; Quem já ouviu ou cantou esta canção popular entoada nestes dias? Todos conhecemos o enredo de fim de ano. A família reunida, a mesa farta, aqueles primos e tios que vemos apenas nesta época. [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><i>&#8220;Adeus ano velho, feliz ano novo&#8230;que tudo se realize no ano que vai nascer&#8230;muito dinheiro no bolso, saúde prá dar e vender&#8230;&#8221;</i></p>
<p style="text-align: justify;">Quem já ouviu ou cantou esta canção popular entoada nestes dias? Todos conhecemos o enredo de fim de ano. A família reunida, a mesa farta, aqueles primos e tios que vemos apenas nesta época. Mesmo quando há algum tipo de desentendimento, este parece dar lugar à tolerância e ao bom convívio. Afinal de contas, é fim de ano! Para muitos, é tempo de colocar aquela lentilha na carteira (só para garantir que nunca fique vazia), vestir-se de branco (ah, a paz&#8230;) e, claro, se estiver no litoral, não custa nada molhar o pé e dar sete pulos em sete ondas&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Bom, crendices populares à parte (e há um monte delas por aí), esta música de fim de ano, assim como as famigeradas vinhetas da Globo (e o Roberto Carlos especial) fazem parte da &#8220;atmosfera&#8221; gerada nesta época. Porém, se deixarmos toda isto de lado, podemos perceber algo comum a todos nós? O que há de poderoso nesta época do ano, onde os sorrisos parecem mais sinceros e as amizades tão verdadeiras?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Esperança!</strong></p>
<p style="text-align: justify;">De um amanhã melhor, de poder sonhar novamente, de cumprir de uma vez por todas aquela dieta&#8230; (lembra-se? Sim, aquela mesmo&#8230;), de renovar as promessas&#8230; de finalmente terminar o curso (ou acabá-lo), e por aí vai. Resumindo, os sentimentos comuns a todos realmente parecem se encaixar na canção.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas será mesmo? Há algo de verdade nisso, ou falta uma peça no quebra-cabeça?</p>
<p style="text-align: justify;">Obviamente, todos esperamos um ano com mais recursos, não só financeiros como também pessoais (a saúde, claro). Mas o que falta? Por quê entra ano, sai ano, e as coisas parecem não sair do lugar?</p>
<p style="text-align: justify;">Observe este interessante texto escrito há cerca de 2.000 anos:</p>
<p style="text-align: justify;"><i>&#8220;Amado, desejo que em <span style="text-decoration: underline;" data-mce-mark="1">tudo te vá bem</span> (sejas próspero) e que tenhas <span style="text-decoration: underline;" data-mce-mark="1">saúde</span>, <b>assim como bem vai a tua alma</b>. (assim como a tua alma está em prosperidade.) Porque muito me alegrei quando os irmãos vieram e testificaram da tua verdade, como tu andas na verdade&#8221;</i> 3 Jo 2,3 (grifo nosso)</p>
<p style="text-align: justify;">Leia novamente com atenção o texto de João. Viu algo semelhante com a canção de fim de ano? É citado aqui a <span style="text-decoration: underline;" data-mce-mark="1">prosperidade</span> e a <span style="text-decoration: underline;" data-mce-mark="1">saúde</span>. E diferente do que é cantado por aí, ambas estão profundamente ligadas a outro elemento de nossas vidas: <strong>a alma!</strong></p>
<p style="text-align: justify;">João usa aqui a palavra <i>psiqué</i> (ψυχή) que significa &#8221;<i>o lugar dos sentimentos, desejos, afeições e aversões&#8221;. </i>Em outras palavras, o modo como a minha personalidade, meu caráter se manifestam exteriormente é a minha alma interagindo com o mundo. Assim, de algum modo, saúde e prosperidade estão ligados ao estado da minha alma. Se ela está bem, equilibrada e com uma visão real do mundo que me cerca, todas as áreas tendem ao equilíbrio &#8211; tanto física (saúde) quanto material (a prosperidade).</p>
<p style="text-align: justify;">Seguindo este raciocínio, a prosperidade e a saúde dependem do estado da minha alma. E como a alma, ou o meu interior, pode estar bem? O texto traz a resposta, quando João afirma a conduta que Gaio tinha, como reflexo de seu bem estar: ele <span style="text-decoration: underline;" data-mce-mark="1"><i>andava na verdade.</i><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, o primeiro passo é conhecer a Verdade. Não uma qualquer, mas encarar a vida sob o crivo da Verdade &#8211; a Palavra de Deus revelada ao homem. Em outros termos, fazer uma leitura de nossa trajetória de vida pela opinião de Deus acerca dos fatos. E não há outro meio de se conhecer a vontade do Criador senão pelas Escrituras. Sim, é preciso sinceridade e honestidade consigo mesmo em encarar nosso &#8220;eu&#8221; nesse espelho, mas é necessário. Uma vida honesta é parte do caminho ao sucesso.</p>
<p style="text-align: justify;">Honestidade em ver-se como realmente somos, Assumir a culpa pelos fracassos, pela incapacidade de ouvir o conselho dos mais chegados, e parar de culpar a todos e a Deus pelas mazelas da vida. Ninguém está isento dos contratempos &#8211; precisamos colocar nossas vidas nos trilhos da Verdade e por ela andar.</p>
<p style="text-align: justify;">Andar não como se esta fosse uma nova filosofia de vida, mas de fazer desta Verdade <em>o nosso <b>modo de vida.</b></em></p>
<p style="text-align: justify;">Fica a dica: que tal começarmos 2013 diferentes? Sendo sinceros conosco mesmos, conhecer e dar valor à opinião de Deus sobre a vida, e fazer desta Verdade nossa companheira de caminhada?</p>
<p style="text-align: justify;">Creio que assim, muito além de algo lembrado apenas nesta época, a esperança será companheira na estrada da vida &#8211; neste ano e nos próximos&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Um fim de ano abençoados a todos, na <strong>Verdade</strong>,</p>
<p style="text-align: justify;">Pr. Daniel</p>
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		<title>A escolha de Noé</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Dec 2012 21:02:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel De Luca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A história de Noé é bastante atípica em vários sentidos &#8211; pouco sabemos de sua vida anterior até sua apresentação, quando pela graça Deus o chama para um trabalho. E que trabalho, meu amigo! Imagine-se acordando dia após dia e ver-se envolvido em algo que escapa de sua compreensão, pois um dia uma voz do céu o [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A história de Noé é bastante atípica em vários sentidos &#8211; pouco sabemos de sua vida anterior até sua apresentação, quando pela graça Deus o chama para um trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;">E que trabalho, meu amigo!</p>
<p style="text-align: justify;">Imagine-se acordando dia após dia e ver-se envolvido em algo que escapa de sua compreensão, pois um dia uma <em>voz do céu </em>o ordenou a fazê-lo.</p>
<p style="text-align: justify;">Imagine-se chamado a construir um barco, muito grande, longe do mar ou de estaleiros, sem ajuda de marinheiros profissionais ou qualquer ajuda de &#8220;gente do ramo&#8221;. E por isso mesmo, ser o alvo de comentários e olhares nada encorajadores.</p>
<p style="text-align: justify;">Conhecemos a história&#8230;o tempo passa (cerca de 100 anos) e finalmente, num dia que chegara como qualquer outro, a chuva vem e as águas enchem a terra. Noé agora está cercado de morte por todos os lados. Animais, plantas, homens&#8230;a Bíblia afirma que tudo que possuía fôlego de vida expirou, e somente aqueles dentro da arca tiveram uma <strong><em>nova oportunidade.</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Este é o ponto: <strong>novas oportunidades.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Todos os dias <em>novas oportunidades </em>surgem diante de nós &#8211; basta ter habilidade para reconhecê-las. Podemos não notar, mas cada amanhecer traz consigo <em>novas possibilidades, </em>apesar de nem sempre percebemos isso.</p>
<p style="text-align: justify;">Reflita por um momento: quando as águas baixaram, Noé tinha duas opções ao sair da arca. Ou ele &#8220;enterrava os mortos&#8221; ou ou começa o plantio de uma nova vida. O texto bíblico nos mostra a escolha que ele fez - <em>plantou uma vinha. </em>Podemos fazer uma aplicação aqui de que, como Noé, podemos passar nossos dias <em>enterrando os mortos </em>- lamentando pelo que ficou para trás, sentados à beira do caminho vendo a vida passar &#8211; ou <em>plantamos uma vinha - </em>novos projetos, um novo emprego, uma nova visão sobre o ministério&#8230;plantar o amor em nosso cônjuge, em nossos filhos. Uma busca maior por Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">Qual tem sido a sua escolha?</p>
<p style="text-align: justify;">Que este ano que se inicia possa ser um período não só de plantio, como de colheita das sementes que você tem plantado junto ao Senhor. Se ainda não plantou nada, é hora de começar!</p>
<p style="text-align: justify;">Afinal, daqui a pouco é noite&#8230;e logo em seguida, um novo amanhecer&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Um feliz ano novo, de muito plantio e de uma colheita abundante!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NAquele </strong>que é a fonte da vida,</p>
<p style="text-align: justify;">Pr. Daniel</p>
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		<title>A hiena Hardy de todos nós</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Dec 2012 12:52:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel De Luca</dc:creator>
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		<category><![CDATA[promessas]]></category>

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		<description><![CDATA[Fim de ano chegando&#8230;já se ouve o barulho dos pratos das refeições em família, o alvoroço das crianças correndo para todos os lados e o reencontro com aqueles distantes pela geografia (às vezes, nem tão longe assim&#8230;a distância pode ser mesmo no coração&#8230;enfim&#8230;). O fato é que observamos uma mudança de &#8220;atmosfera&#8221;, como algo no ar, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY"><em>Fim de ano</em> chegando&#8230;já se ouve o barulho dos pratos das refeições em família, o alvoroço das crianças correndo para todos os lados e o reencontro com aqueles distantes pela geografia (às vezes, nem tão longe assim&#8230;a distância pode ser mesmo no coração&#8230;enfim&#8230;). O fato é que observamos uma mudança de &#8220;atmosfera&#8221;, como algo no ar, absorvida aos poucos por todos nós. Acrescente a isso as férias chegando (ou mesmo apenas alguns dias de folga) e temos alguns elementos que criam uma certa &#8220;tensão&#8221; frente à expectativa de mais um ano que se inicia.</p>
<p style="text-align: justify;">É interessante observar os &#8220;ingredientes&#8221; que compõe este momento: os reencontros familiares, as refeições fartas, o relaxamento das obrigações cotidianas, o arrumar as malas e viajar e&#8230;.claro, as <b style="color: #333333;">promessas!</b> Os planos propostos em nosso coração, aos outros e a Deus. Quantas são, não é? Tão comuns quanto à música de fim de ano da Globo (&#8230;<i style="color: #333333;">hoje a festa é sua, hoje a festa é nossa, é de quem vier&#8230;</i>). Mas por que elas nos atraem tanto?</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;">Independentemente da condição real vivida por nós, sempre nos anima o fato de uma mudança de data ser um marco para </span><em>novas atitudes</em><span style="color: #333333;">. Dentre todas, a virada de ano traz consigo este &#8220;clima&#8221; gerado pela mídia e pela cultura de celebrar o novo. Obviamente, nosso inconsciente capta isso e sentimos mesmo algo diferente em nossas emoções. E o que fazemos? </span><em>Promessas</em><span style="color: #333333;">&#8230;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Prometemos </em><span style="color: #333333;">finalmente começar a reforma; ou quem sabe, matricular-se na academia, começar a aprender um novo idioma, passar mais tempo com a família, ler mais a Palavra de Deus e dedicar-se firmemente à oração&#8230;</span><em>promessas e mais promessas. </em><span style="color: #333333;">No entanto, muitas vezes não percebemos que nós mesmos as repetimos todos os anos. </span><span style="color: #333333;">Imagino que poucos façam esta análise, mas quantos podem olhar para trás e perceber o que realmente se tornou concreto ou ficou apenas no campo das ideias? O que fazemos quando olhamos para dentro de nós e constatamos que </span><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><i>ainda falta?</i></span></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;">O ano de 2012 foi um ano político, e com ele presenciamos as famosas </span><em>promessas</em><span style="color: #333333;">. Infelizmente, muito do que é </span><em>prometido </em><span style="color: #333333;">fica aquém de algo concreto e isso gera uma certa desconfiança em nosso interior. O motivo, claro, é a distância entre </span><span style="color: #333333;">o que se fala </span><span style="color: #333333;">e </span><span style="color: #333333;">o que se cumpre; </span><span style="color: #333333;">muitas vezes tratamos as </span><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><i>promessas de homens</i></span></span></span><span style="color: #333333;"> e as </span><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><i>promessas de Deus </i></span></span></span><span style="color: #333333;">como iguais, desconfiando de todas. No entanto, como filhos de Deus, não podemos agir dessa forma. Há uma enorme diferença entre a origem de cada uma. Se não nos atentarmos a isso podemos deixar de viver livres e esperançosos &#8211; abandonando a confiança na graça e soberania divinas e passando a andar taciturnos e rabugentos. Abandonamos a fé que olha além das circunstâncias e nos tornamos  parecidos com a hiena </span><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lippy_the_Lion_%26_Hardy_Har_Har"><em><span style="color: #1b8be0;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><i><span style="text-decoration: underline;">Hardy</span></i></span></span></span></em></a><span style="color: #333333;">, famoso desenho de </span><em>Hanna-Barbera</em><span style="color: #333333;"> dos anos 60 (eu lembro desse</span><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><i>&#8230;</i></span></span></span><span style="color: #333333;">é, a idade chega! Oh, céus, oh vida&#8230;.rs&#8230;.)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;">Vejamos um exemplo bíblico de alguém que resistiu às intempéries de uma geração corrompida e perseverou nas Palavras de nosso Deus. Acompanhe:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><i>&#8220;Então os filhos de Judá chegaram a Josué em Gilgal; e Calebe, filho de Jefoné, o quenezeu, lhe disse: Tu sabes a palavra que o Senhor falou a Moisés, homem de Deus, em Cades Barnéia, por causa de mim e de ti&#8221; (</i>Js 14.6)</p>
<p style="text-align: justify;">Veja bem: este diálogo aconteceu quarenta e cinco anos após Deus ter dado a promessa! Na época, a primeira geração de israelitas falhou em crer na palavra dada pelo Senhor a respeito da conquista da terra de Canaã, e somente Josué e Calebe permaneceram fiéis. Por isso, como recompensa, Deus entrega uma porção de terra a Calebe. É isto sobre isso a menção à promessa que ele faz.</p>
<p style="text-align: justify;">A Bíblia dá um nome a isso: <strong>fé</strong>. Ele nunca duvidou&#8230;e olha que o ambiente não era dos mais agradáveis. Calebe viveu, após o fracasso daquela primeira geração, cerca de quarenta e cinco  anos no deserto com eles. Imagine a situação: você está lá, no meio do povo, cheio de fé. Vê com seus olhos a verdade do que Deus havia dito: <i>a terra é boa&#8230;mana leite e mel&#8230;</i>chega de escravidão! <i>Adeus tijolos egípcios&#8230;é somente crer e lutar, assumir a responsabilidade de conquista e trabalhar&#8230;.finalmente! </i></p>
<p style="text-align: justify;">Mas&#8230;.</p>
<p style="text-align: justify;">Você olha para o lado, e tudo o que vê são olhares de descrédito e zombaria<i>. </i>A maioria esmagadora não crê e prefere voltar à escravidão&#8230;<i>suas palavras de ânimos são abafadas pela murmuração da maioria&#8230;</i>e, estupefato, vê seu plano de vida sendo adiado por um tempo&#8230;aliás, um longo tempo!</p>
<p style="text-align: justify;">Como você reagiria a isso? Espalharia acusações por todos os lados? Ficaria de braços cruzados, bravo com Deus? Fugiria? Afinal de contas, você crê, mas devido à atitude da maioria é levado de volta ao deserto&#8230;<em>logo agora que estava tão perto! </em></p>
<p style="text-align: justify;">Mas não para aquele homem. Independente da situação ao seu redor, sua fé em Deus foi suficiente para lhe garantir a sanidade mental e a força emocional para atravessar os próximos quarenta e cinco anos de espera. Deixe-me repetir: quarenta e cinco anos! Não foram quarenta e cinco horas, dias ou semanas&#8230;.mas <em>anos</em>! Nem vou perguntar o que faríamos ao receber de Deus uma resposta assim: <i>&#8220;tudo bem, meu filho&#8230;vou conceder o que me pedes, mas somente daqui há quarenta e cinco anos&#8230;&#8221; </i>Sobre isso, quero deixar aqui uma das pérolas preciosas encontradas nas Escrituras:</p>
<p style="text-align: justify;"><i>&#8220;Buscai no livro do Senhor e lede; nenhuma dessas coisas falhará, nem uma nem outra faltará; porque a sua própria boca ordenou, e o seu Espírito mesmo as ajuntará&#8221;</i>(Is 34.16)</p>
<p>O segundo aspecto a destacar encontramos no versículo seguinte de Josué:</p>
<p><i style="text-align: justify;">&#8220;Da idade de quarenta anos era eu, quando Moisés, servo do Senhor, me enviou a Cades Barnéia a espiar a terra; e eu lhe trouxe resposta, como sentia no meu coração&#8221;</i> (Js14.7)</p>
<p style="text-align: justify;">Onde ele guardou as promessas? Onde ele creu na Palavra? No <b>coração!</b> Não é à toa que Jesus nos ensina a viver, em certos aspectos, como crianças para herdar o Reino. Creio este ser um deles. Experimente fazer uma promessa a uma criança pequena&#8230;ela normalmente não relativizará, não duvidará ou pedirá garantias&#8230;apenas crerá! Diga a seu filho de quatro, cinco anos que vai comprar um brinquedo e ele não ficará preocupado com os rumos da economia na Espanha! Lembre-se de, acima de tudo, guardar seu coração, pois é dele que saem as fontes de vida (Pv 4.23). Observe: um coração cheio de ira, amargura e desconfiança não irá esperar pelo tempo da promessa&#8230;ele sempre procurará a independência, o velho &#8220;<i>fazer as coisas do meu jeito mesmo&#8221;.</i> Bom, já sabemos onde isso vai dar, não é?</p>
<p>O terceiro aspecto a destacar vemos aqui:</p>
<p><i style="color: #333333;">&#8221; Mas meus irmãos, que subiram comigo, fizeram derreter o coração do povo; e</i><i style="color: #333333;"><span style="color: #333333;">u, porém,  perseverei em seguir o Senhor, meu Deus</span></i><i style="color: #333333;">&#8221; (</i><span style="color: #333333;">Js 14.8) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;">Como falamos acima, Calebe foi perseverante e manteve sua fé, mesmo no meio de uma geração incrédula. Ao contrário da maioria, não foi na &#8220;onda&#8221; do povão. Não o vemos murmurando, reclamando, apontando o dedo para tudo e todos nem depressivo por ter tido seu sonho adiado. Ele apenas perseverou. Será que estamos prontos para receber as promessas do Senhor? Alguns tentaram </span><em>ajudar </em><span style="color: #333333;">a Deus e falharam&#8230; Abraão tentou dar um jeito e arrumou uma inimizade com Seu filho Isaque que perdura até os dias de hoje&#8230;Moisés tentou ajudar um hebreu matando um egípcio e fugiu para o deserto por quarenta anos&#8230;Rebeca foi ajudar seu filho Jacó a receber a primogenitura no lugar de Esaú e nunca mais viu seu filho&#8230; </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;">O preço a se pagar, às vezes, é alto demais. Não tente ajudar a Deus&#8230;confiar em Suas promessas, trabalhar com o que temos em nossas mãos é o melhor que podemos fazer. E esperar, claro&#8230;o mais difícil! Os três exemplos bíblicos acima tem um ponto em comum: </span><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><i>tentaram adiantar o plano de Deus.</i></span></span></span><span style="color: #333333;"> Definitivamente isso não dá certo&#8230; </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;">Por fim, é importante ressaltar os benefícios práticos em esperar em Deus e crer em Suas promessas. Vejamos o que aconteceu com Calebe:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="color: #333333;">1) Deus renovará as nossas forças:</span></em><span style="color: #333333;"> mesmo após tanto tempo, seu ânimo e força estavam intactos. Aqueles que ousam crer são surpreendidos pela graça divina, que nos sustenta e leva sempre adiante&#8230; </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><i>&#8220;E, ainda hoje, estou tão forte como no dia em que Moisés me enviou; qual a minha força então era, tal é agora a minha força, para a guerra, para sair e para entrar&#8221;</i> (Js 14.11) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><em>2) A companhia majestosa do Pai:</em> não apenas nos dias de culto ou em momentos esparsos, mas ter Ele sempre conosco. São momentos de alegria? Ali está o Pai regozijando com você. Tristeza e dor? Ali está o Supremo Pastor, com Sua mão nos guiando em meio ao vale da sombra da morte. Sede de esperança? Pois Ele faz brotar de nosso interior um rio de águas vivas&#8230;.afinal, o que você precisa hoje?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"> </span><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><i>&#8220;Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia; pois, naquele dia, tu ouviste que os </i></span></span></span><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><i><span style="text-decoration: underline;">anaquins estão ali, grandes e fortes cidades há ali; porventura, o Senhor será comigo, para os derrotar, como o Senhor disse</span></i></span></span></span><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><i>&#8220; </i></span></span></span><span style="color: #333333;">(Js 14.12 - </span><em>grifo nosso</em><span style="color: #333333;">) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;">Impressionante! Veja que Calebe sabe da presença de dificuldades, mesmo naquilo prometido pelo Senhor. Sim, há inimigos. Sim, eles são fortes. Sim, as muralhas são imensas&#8230;.e sim, o Senhor é comigo e Ele me prometeu a vitória. Simples e poderoso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;">Precisamos de algo mais para começarmos otimistas o ano novo?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;">Em Cristo,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;">Pr. Daniel</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>De todo o coração &#8211; parte final</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Dec 2012 15:16:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel De Luca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra]]></category>
		<category><![CDATA[batalhas]]></category>
		<category><![CDATA[coração]]></category>
		<category><![CDATA[Davi]]></category>
		<category><![CDATA[fé]]></category>
		<category><![CDATA[gigantes]]></category>

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		<description><![CDATA[(Leia a primeira parte aqui e a segunda aqui) Tudo começara com uma Palavra. Ainda alheio ao diálogo entre o Senhor e Samuel, Davi vivia seu cotidiano como sempre o fizera &#8211; até que ouve uma sentença, uma palavra que o mudaria para sempre: você será rei. Conosco nem sempre será como aconteceu com Davi [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">(Leia a primeira parte <a title="De todo o coração – parte 1" href="http://www.ancorando.com/serie-de-todo-o-coracao-1/">aqui</a> e a segunda <a title="De todo o coração – parte 2" href="http://www.ancorando.com/de-todo-o-coracao-parte-2/">aqui</a>)</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo começara com uma Palavra.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda alheio ao diálogo entre o Senhor e Samuel, Davi vivia seu cotidiano como sempre o fizera &#8211; até que ouve uma sentença, uma palavra que o mudaria para sempre: <em><strong>você será rei.</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Conosco nem sempre será como aconteceu com Davi &#8211; podemos sim receber uma Palavra específica, que aponta para um propósito futuro. Entretanto, temos em comum as preciosas promessas que as Escrituras nos asseguram: <em>vida eterna, perdão de nossos pecados, adoção de filhos pela graça do Senhor, </em>entre outras. Observando de modo panorâmico a biografia de Davi, vemos a Palavra (ou promessa) não só o sustentando em meio às lutas, mas constantemente provando sua fé em Deus. Como uma série de inimigos em um ringue, um a um eles vão se apresentando diante do filho de Jessé e <em>desafiando a promessa de Deus dada a ele. </em>Quem sairia vencedor deste embate?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Primeiro <em>round</em>: Promessa <em>vs </em>Gigantes</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Este talvez seja o confronto mais conhecido de Davi. Artistas e poetas já o descreveram das mais diversas formas, e ainda hoje ele povoa o imaginário popular pela identificação que temos quando estamos diante de grandes desafios aos nossos olhos. A batalha, ao contrário do que possa parecer, não foi consumada no momento em que Davi recolhe as pedras para sua atiradeira, mas antes, quando uma série de imprecações são dirigidas ao filho de Jessé. Leia o relato e não perca a tensão que pairava no momento em que eles finalmente se encontraram no vale de Elá:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Golias parou e olhou bem para Davi, e começou a caçoar porquanto seu oponente não passava de um jovenzinho, ruivo, bronzeado e de boa aparência. Então esbravejou Golias a Davi: “Sou por acaso um cão, para que venhas ter comigo com um pedaço de madeira?”, e o filisteu amaldiçoou Davi pelos seus deuses.&#8221;</em> (1Sm 17.42-43)</p>
<p style="text-align: justify;">Observe que a batalha estava sendo travada não no ranger das espadas, mas no confronto das <strong>palavras. </strong>Havia dois discursos aqui, duas mensagens que traziam consigo realidades bem distintas: a palavra do <em>gigante </em>(<em>quem é este pirralho?!? Vocês estão de brincadeira comigo? Vou esmagá-lo como um inseto</em>) e a <em>Palavra de Deus</em> (<em>Davi, você será <strong>rei</strong></em>). A vitória sobre aquele adversário, a despeito do seu tamanho, não foi somente pela habilidade em manusear uma atiradeira, mas sim pelo <em>ouvido seletivo </em>que Davi possuía. Ao escutar aquelas palavras, elas foram prontamente confrontadas pela confiança irrestrita à Palavra de Seu Senhor &#8211; observe:<i><br />
</i></p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Contudo Davi retrucou ao filisteu: “Tu vens contra mim com espada, lança e escudo pontiagudo; eu, no entanto, venho a ti em Nome do SENHOR dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel que desafiaste! Hoje mesmo, o SENHOR te entregará em minhas mãos, eu te ferirei e te deceparei a cabeça, e darei o teu corpo e os cadáveres do teu exército filisteu às aves do céu e aos animais selvagens. Toda a terra saberá que há Deus em Israel, e toda esta multidão aqui reunida conhecerá que não é pela espada nem pela lança que o SENHOR concede a vitória, porque do SENHOR é a guerra, e Ele vos entregará em nossas mãos!” </em>(1Sm 17.45-47)</p>
<p style="text-align: justify;">É importante ressaltar o fato de Davi discernir o nível de batalha e, principalmente, saber que a vitória não viria através de alguma habilidade sua, mas de Deus e da fé nEle. Como Davi, todos os dias somos expostos à discursos e conceitos anti-bíblicos que buscam minar a fé no Senhor. A quem temos dado ouvidos?</p>
<p style="text-align: justify;">Lembre-se de algo importante: sempre haverá uma palavra contrária àquilo que o Senhor nos garante nas Escrituras. Como Davi, precisamos selecionar o que ouvimos e nunca abandonar a nossa confiança no Senhor. O relato bíblico descreve a vitória incontestável do jovem pastor contra todas as probabilidades naturais, pois ele ousara crer numa Palavra desafiadora - <strong>você será rei. </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Davi ousou olhar adiante e <em>crer</em>&#8230;e você, como tem reagido quando confrontado com um discurso maligno? Tem recuado em sua fé ou prosseguido de cabeça erguida, confiando nAquele que o chamou?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Segundo <em>round</em>: Promessa <em>vs </em>instabilidade do ser humano</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Após ter vencido o gigante, o Senhor conduz Davi para servir ao rei Saul como músico em sua corte. Ele deixa para trás todo o ambiente que lhe era familiar para viver junto a Saul, um homem então perturbado e no declínio de seu reinado. A relação entre os dois é composta de momentos de grande afinidade intercalados por outros onde Saul busca tirar a vida de Davi.</p>
<p style="text-align: justify;">O inimigo agora é outro. O discurso claro do gigante dá lugar à sutileza, pois a mensagem continua lá, desafiando a Palavra de Deus. Porém, o confronto se dá pela instabilidade não só de Saul, mas de todo aquele novo ambiente em que ele estava agora inserido. A previsibilidade dera lugar a <em>incerteza. </em>Imagine Davi acordando todos os dias e se perguntando, logo ao levantar: <em>&#8220;Será que Saul hoje vai me beijar ou me matar?&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify;">Conforme Jesus nos ensina, a única coisa que permanecerá para sempre é a Palavra de Deus &#8211; ou seja, tudo o mais é <em>transitório</em><em>. </em>Nossa confianças nas pessoas, no dinheiro ou em nossa saúde, tudo isso um dia passará. <em><br />
</em></p>
<p style="text-align: justify;">Como você tem reagido à imprevisibilidade da vida? A Palavra de Deus tem sustentado você?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Terceiro <em>round</em>: Promessa <em>vs </em>o deserto: quando nosso caráter é moldado</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O processo de lapidar o caráter de Davi agora tem continuidade quando ele se vê obrigado a fugir da fúria de Saul. Deus iria então retirar todo apoio que não fosse Ele: <em>os amigos, o mentor, o lar</em>,  de modo que nada mais restaria a não ser o Senhor. São momentos onde nosso coração é revelado, onde as fraquezas são expostas. Davi vê-se novamente envolto em circunstâncias onde sua fé é provada e a promessa parece cada vez mais distante. Mesmo assim, fugindo e andando errante por desertos e cavernas, ele se mantém fiel e prossegue crendo no que ouvira anos antes na casa de seu pai.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Você será rei. </strong>Se Deus falara, Ele ia cumprir.</p>
<p style="text-align: justify;">Ponto final.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Quarto <em>round</em>: Promessa <em>vs </em>o tempo: estamos dispostos a esperar?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Passados mais de vinte anos, finalmente Davi é coroado como rei. A promessa se cumprira. Como Calebe antes dele esperara cerca de quarenta anos pela promessa, ou José que aguardou dezessete anos até ver seu sonho se tornar realidade, eu e você fazemos companhia a estes homens de Deus naquela que é uma das mais duras provas: <em>a prova do tempo. </em></p>
<p style="text-align: justify;">O texto bíblico não menciona, durante todos os anos anteriores, qualquer murmuração dele contra o o Senhor pela demora em receber a promessa. Não o vemos olhando para trás, cogitando largar tudo e voltar para as ovelhas de seu pai. Vale aqui o mesmo princípio visto no momento de deserto: às vezes a promessa chega rápido; em outras ocasiões, pode demorar. Em ambos os casos, o Senhor provará a nossa fé e coração: <strong>se vamos ou não nos manter fiéis a Ele.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Último <em>round</em>: Promessa <em>vs </em>morte: quem é mais forte?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Encontramos agora Davi em seu leito de morte, na companhia de seu filho Salomão. O tempo deixara marcas indeléveis no mais importante rei de Israel, e ele estava dando seus últimos conselhos a seu sucessor. É incrível como a <em>promessa de Deus</em>, que anos atrás o tirara do meio das ovelhas conduzindo-o a uma vida improvável, ainda se mantinha viva no coração e na memória. Ao protagonizar seu último ato, o discurso final do rei demonstra como a Palavra de Deus fora o fundamento de toda uma vida, o capacitando a enfrentar todo <em>gigante, incertezas, desertos ou barreiras temporais </em>que se colocaram entre ele e seu Deus. Nada havia abalado a fé do rei. A tentativa da morte em roubar a cena aqui é sublimada pela presença tão vívida da fé na promessa do Senhor, que ia além de sua própria vida. Acompanhe suas últimas palavras:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Eis que o tempo em que devo seguir o caminho de todos os seres humanos está próximo. Portanto, sê forte e porta-te varonilmente. Obedecerás a tudo quanto o SENHOR, o teu Deus exige, andando em seus caminhos, observando seus estatutos, seus mandamentos, suas normas e seus testemunhos conforme estão escritos na Torá, Lei de Moisés, a fim de seres bem sucedido em tudo quanto empreenderes e em todos os teus projetos. E assim, o SENHOR <strong>manterá a promessa</strong> que me outorgou, afirmando: ‘Se os teus filhos conservarem boa atitude e conduta, caminhando com lealdade diante de mim, de todo o seu coração e de toda a sua alma, jamais te faltará alguém no trono de Israel!’</em> (1Rs 2.2-4 &#8211; grifo nosso).</p>
<p style="text-align: justify;">É possível imaginar os sentimentos de Davi ao pronunciar estas palavras&#8230; seus pensamentos se voltam ao começo anônimo nos pastos de Israel e em tudo que enfrentara durante sua vida. Seu coração nunca estivera preso à bens materiais ou qualquer outra coisas que não fosse o Supremo Pastor que, pela Graça, o tirara do meio das ovelhas de seu pai para marcar seu nome na história.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, nada mais daquilo importava&#8230;ao deixar esta vida e finalmente dar seus primeiros passos na glória, algumas palavras escritas ainda em seu tempo como pastor começaram a tomar um brilho intenso, passando de uma perspectiva longínqua a uma realidade cada vez mais próxima&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;&#8230;e habitarei na Casa do Senhor por dias sem fim.&#8221;</em> (Sl 23.6b)</p>
<p style="text-align: justify;">Em Cristo,</p>
<p style="text-align: justify;">Pr. Daniel</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Contentamento: alguém viu o meu por aí?</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Dec 2012 14:05:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel De Luca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra]]></category>
		<category><![CDATA[alegria]]></category>
		<category><![CDATA[contentamento]]></category>
		<category><![CDATA[filho pródigo]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;Tudo posso naquele que me fortalece&#8221; (Fp 4.13) O texto acima é um dos mais conhecidos e reproduzidos em redes sociais, camisetas e bem presente no vocabulário de muitos. Cita-se ele nos mais diversos contextos e parece haver um senso de &#8220;eu vou conseguir&#8221; ao pronunciá-lo, como se o mesmo fosse alguma espécie de mantra cabalístico que evoca [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Tudo posso naquele que me fortalece&#8221; </em>(Fp 4.13)</p>
<p style="text-align: justify;">O texto acima é um dos mais conhecidos e reproduzidos em redes sociais, camisetas e bem presente no vocabulário de muitos. Cita-se ele nos mais diversos contextos e parece haver um <em>senso </em>de<em> &#8220;eu vou conseguir&#8221; </em>ao pronunciá-lo, como se o mesmo fosse alguma espécie de mantra cabalístico que evoca uma força divina frente às dificuldades.</p>
<p style="text-align: justify;">Bom&#8230;sinto informar-lhe: <em><strong>não é</strong></em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Estas palavras do apóstolo Paulo, endereçadas à Igreja de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Filipos">Filipos</a>, fazem parte de uma carta pastoral em que ele agradece por uma oferta recebida (4.14-19) e, dentre outros assuntos, ele procura informá-los de seu estado pessoal pois encontrava-se preso em Roma (1.12-30). No último capítulo da referida carta, Paulo fala de um aprendizado que resultou na famosa expressão <em>&#8220;tudo posso naquele que me fortalece&#8221;.</em> O que o apóstolo dos gentios aprendeu? Leia suas palavras:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Sei bem o que é <strong>passar necessidade</strong> e sei o que é <strong>andar com fartura</strong>. <strong>Aprendi</strong> o mistério de viver feliz em <strong>todo lugar</strong> e em <strong>qualquer situação</strong>, esteja bem alimentado, ou mesmo com fome, possuindo fartura, ou passando privações.&#8221;</em> (Fp 4.12 - <strong>grifo nosso</strong>).</p>
<p style="text-align: justify;">Percebeu?</p>
<p style="text-align: justify;">Ele pôde afirmar com convicção que <em>podia todas as coisas </em>devido ao aprendizado em viver com <em>fartura </em>e <em>escassez.</em> Em <em>todo o lugar</em> e em <em>qualquer situação</em>. Paulo estava fazendo menção à cruz, a negar-se a si mesmo e viver como um discípulo de Jesus. Ele falava de um aprendizado de <em>uma vida inteira.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Bem diferente do que vemos por aí, ao ouvir alguém citando o versículo, não?</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, quero chamar a atenção para outro fato &#8211; o <strong>contentamento.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Paulo passara pelas situações mais extremas no ministério. Como ele mesmo diz, experimentou a fartura, fome, perigo de morte, ameaças e a dura realidade da perseguição (dos judeus e de Roma posteriormente). Em todas elas, ele dizia, aprendera a ser grato a Deus e a viver satisfeito com a graça. Ele sabia bem de onde viera; considerava-se o <em>menor dos santos e o maior dos pecadores&#8230;</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Pois sou o menor dos apóstolos, nem mereço ser chamado apóstolo, porquanto persegui a Igreja de Deus&#8230;Todavia, por este motivo mesmo, me foi concedida misericórdia, para que em mim, o pior dos pecadores, Cristo Jesus, demonstrasse toda a grandeza da sua paciência, e me tornasse num modelo para todos quantos haveriam de crer nele para a vida eterna.&#8221; </em>(1Co 15.9;1Tm 1.16)</p>
<p style="text-align: justify;">Observe: Paulo era grato a Deus pela graça que o levou a ser aceito diante do Senhor. Era isso que estava sempre diante de seus olhos e em seus pensamentos. Por isso ele enfrentou as circunstâncias adversas com tamanha coragem e força; ele sabia <strong>quem ela fora e quem agora era.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">E este, meu amigo, é um dos segredos do contentamento. Do mesmo modo, ignorar esta realidade pode nos fazer viver um descontentamento contínuo, o que só traz dor e amargura. Jesus, na parábola do filho pródigo, traz este ensinamento (entre outros) e nos mostra como a falta de reconhecimento da graça nos faz viver uma vida <em>sem graça, </em>distante de bons relacionamentos e propensa ao julgamento e acusação.</p>
<p style="text-align: justify;">O relato está presente no Evangelho de Lucas, capítulo 15 a partir do versículo 11. A narrativa mostra um pai e seus dois filhos. O mais moço pede sua parte na herança e sai em busca dos &#8220;prazeres desta vida&#8221;. O que encontra? Miséria e solidão. Ele se arrepende e volta para os braços do pai, que o recebe e o restitui à sua posição de filho (ele não se julgava digno de tal). Entretanto, não vamos nos deter no filho mais moço, e sim no <strong>mais velho.</strong> O que o irmão fez ao ver o caçula retornando ao lar? Alegrou-se? Estava junto ao pai para dar as boas vindas? Acompanhe:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Entrementes, o filho mais velho estava no campo. Quando foi se aproximando da casa do pai, ouviu o som da música e das danças.&#8221;</em> (v.25)</p>
<p style="text-align: justify;">Este detalhe é importante: ele estava trabalhando. Era obediente ao pai, cumpria suas obrigações e isso, de certo modo, alimentou seu senso de justiça própria. Veremos isso adiante. Ao se aproximar de casa e ver a celebração, foi logo informado do que estava acontecendo:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Então chamou um dos servos e indagou-lhe sobre o que estava acontecendo. Este informou: ‘Teu irmão regressou, e teu pai mandou matar o novilho gordo, porque o recebeu de volta são e salvo!’. </em>(vv.26,27)</p>
<p style="text-align: justify;">A reação do mais velho é surpreendente. Ao ver seu irmão mais novo retornar, sangue de seu sangue, provavelmente companheiro das brincadeiras de infância e de trabalho, ele se <em>enche de ira!</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Mas o filho mais velho encheu-se de ira, e negou-se a entrar. Então o pai saiu e insistiu com ele.&#8221; </em>(v.28)</p>
<p style="text-align: justify;">Ele se nega a participar da festa; esquece-se completamente do irmão e algo o faz afastar-se de todos! <em>&#8220;É ridículo&#8221; </em>pode ter pensado; <em>&#8220;eu aqui me esforçando todos os dias, e nunca ganho nada&#8230;enquanto este aí desperdiça tudo e ainda é recebido com festa?!? Como?!&#8221; . </em></p>
<p style="text-align: justify;">Apesar dos esforços do pai, o filho mais velho recusa-se a participar de tudo aquilo. Finalmente ele exprime a causa da ira e da recusa insistente:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Porém ele replicou ao pai: ‘Há tantos anos tenho trabalhado como um escravo para ti sem nunca ter desobedecido a uma só ordem tua. Contudo, tu nunca me ofereceste nem ao menos um cabrito para que pudesse festejar com meus amigos. No entanto, chegando em casa esse teu filho, que pôs fora os teus bens com prostitutas, tu ordenaste matar o novilho gordo para ele!’.&#8221;</em> (vv.29,30)</p>
<p style="text-align: justify;">Aí está o senso de justiça própria que comentei acima: <em>&#8220;&#8230;há anos trabalho aqui&#8230;nunca desobedeci&#8230;nunca me ofereceste&#8230;meus amigos&#8230;&#8221;. </em>Note onde está o foco de sua dor: <strong>no seu ego &#8211; nele mesmo. </strong>O egoísmo e orgulho eram tamanhos ao ponto de se referir ao irmão como <em>&#8220;&#8230;esse teu filho&#8230;&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Assustador.</p>
<p style="text-align: justify;">Podemos pensar em quanto tempo o mais velho tinha alimentado aquilo em seu coração, sem talvez nem ele mesmo perceber. O orgulho ferido falou mais alto que laços de sangue e o amor pela família.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais assustador ainda pelo fato de que, muitas vezes, assumimos sem nem perceber o papel de filho mais velho em nossos relacionamentos. E isso infelizmente é mais frequente do que imaginamos&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">O ponto de cegueira do mais velho era o foco <strong>nele mesmo</strong>. Suas palavras refletem isso; seu bem estar estava acima de qualquer outra coisa. Ao olhar para os anos dedicados ao pai, os sacrifícios, ela julgara ser merecedor de maior honra. Seu crivo não era o pai e nem a graça de Deus; era ele mesmo. Acredite: <em>quando o prumo de julgamento não é a Palavra de Deus, somos terrivelmente falhos em opinar sobre qualquer coisa.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Grave bem as palavras de Jesus (tão conhecidas quanto esquecidas):</p>
<p style="text-align: center;"><em>&#8220;Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados.&#8221;</em> (Lc 6.37)</p>
<p style="text-align: justify;">Amado leitor&#8230;não há exceções aqui: <strong><em>não devemos ser juízes de ninguém. </em></strong>Como cristãos, devemos manejar bem a Palavra de Deus e <strong>julgar </strong>ensinos contrários às Escrituras (Paulo elogiara certa vez os bereanos neste quesito). No entanto&#8230;há uma única pessoa passível de nosso julgamento &#8211; Paulo mesmo fala sobre isso:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Examine, pois, cada um a si próprio&#8230;&#8221;</em> (1Co 11.28a) &#8211; ou seja, <strong>nós mesmos. </strong>Como dito anteriormente, a Bíblia nos autoriza a julgar a nós mesmos, lembrar que somos pó e carentes da graça e misericórdia divinas. Que nosso pecado é tão grave quanto o do outro. E que devemos diariamente colocar nossas vidas no altar, sabendo que sem Cristo nós nada podemos fazer.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, o fato de olhar apenas para si fez com que o coração do filho mais velho fosse cheio de orgulho, auto justificação e julgamento. Ele despeja no pai suas reclamações, acusações apenas para ouvir uma resposta desconcertante:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;‘Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que possuo é igualmente teu.&#8221; </em>(v.31)</p>
<p style="text-align: justify;">Em outras palavras, o pai lhe diz: <em>&#8220;filho, tudo o que tenho sempre esteve ao seu alcance. O problema é que você não usufruiu disso, ao tentar justificar a si mesmo como merecedor de tudo. Tudo o que tenho é seu, pela graça e não por mérito. Se assim fosse, eu não seria seu pai e nem você meu filho&#8230;&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;">Vale ressaltar a lição:</span> <em>quando olhamos para nós e nos achamos, de algum modo, merecedores de algo devido à nossas obras, caímos da graça. O sintoma mais evidente é o ato de julgarmos os outros, acusando atitudes que não coadunam com o <strong>nosso padrão</strong> (e não o bíblico). </em>E quanto mais afastados da graça, mais religiosos nos tornamos &#8211; verdadeiros sepulcros caiados! O julgamento e o não reconhecimento da graça fez com que o filho mais velho não conseguisse desfrutar de tudo o que <strong>sempre </strong>esteve à sua disposição. Ele, ao contrário de Paulo, nunca aprendeu o contentamento por estar preocupado demais consigo mesmo e com o que &#8220;achava que era certo&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Que possamos todos os dias ter nosso coração cheio de gratidão a Deus. <em>Ainda que momentaneamente envolvidos em adversidades, ou que não tenhamos o que sonhamos&#8230;</em> No entanto, acima de tudo o que este mundo possa dar, temos por esta mesma graça algumas coisas que dinheiro algum pode comprar: <strong><em>paz em meio às lutas, esperança no amanhã pois nossa vida está escondida em Cristo e a vida eterna com o Senhor.</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Responda com sinceridade: <em>precisamos de algo mais?</em></p>
<p style="text-align: justify;">Em Cristo,</p>
<p style="text-align: justify;">Pr. Daniel</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Uma palavrinha sobre descanso&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Nov 2012 14:33:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel De Luca</dc:creator>
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		<category><![CDATA[alivio]]></category>
		<category><![CDATA[cansaço]]></category>
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		<description><![CDATA[Fim de ano&#8230; Geralmente, esta é uma época de férias para muitos ou, pelo menos, existe uma atmosfera de expectativa sobre um descanso porvir&#8230; Nesses dias, uma das expressões mais comumente encontradas é &#8220;estou cansado&#8220;, e realmente a maioria procura viajar ou ir para lugares distantes de sua rotina diária. Há, no entanto, um porém&#8230; Dentre tantos [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Fim de ano&#8230;</p>
<div style="text-align: justify;">
<p>Geralmente, esta é uma época de férias para muitos ou, pelo menos, existe uma <em>atmosfera </em>de expectativa sobre um <em><strong>descanso </strong></em><em><strong>porvir</strong></em>&#8230; Nesses dias, uma das expressões mais comumente encontradas é &#8220;<em>estou cansado</em>&#8220;, e realmente a maioria procura viajar ou ir para lugares distantes de sua rotina diária. Há, no entanto, um porém&#8230;</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Dentre tantos assuntos populares nesta época, quero destacar um em especial: o <strong>cansaço (ou enfado, como diriam alguns)</strong>. O termo <em>férias</em> invariavelmente está conectado ao <em>cansaço </em>experimentado por muitos (ou todos nós&#8230;). Entretanto, se nos detivermos um pouco mais sobre o tema, iremos verificar que o <em>remédio</em> para o cansaço nem sempre é as férias. Afinal de contas, no que se pensa quando se está afadigado? <strong>Férias!</strong> Tem-se o conceito de que, para descansar de algo, basta parar de fazer aquilo que me cansa&#8230;certo?</p>
<p>Nem sempre.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Já aconteceu de você voltar do período de férias e, dias depois, estar novamente esgotado? Sem força mental para continuar em frente? Por que isso acontece? Quem disse que o cansaço tem relação com aquilo que fazemos?</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Alguns declaram que estão cansados por trabalhar demais&#8230;outros por não trabalharem! Então&#8230;fazer cansa? Sim! E não fazer? Cansa também&#8230;</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Interessante.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Outros exclamam: <em>&#8220;estou cansado de ficar sozinho!&#8221;, </em>ao passo que alguns dizem estar cansados da esposa ou do marido&#8230;então, estar só cansa, e estar casado também? Me responda uma coisa: <em>como é que alguém que está cansado de estar só descansa? Colocando alguém do seu lado? E quem está cansado de ter alguém do seu lado? Mandando o outro embora?</em></p>
<p>Não é interessante?</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Uns reclamam do cônjuge por ele estar sempre ocupado e apressado&#8230;outros pelos respectivos não fazerem nada, não terem iniciativa&#8230;e aí, estar ocupado cansa? E ter tempo livre cansa também?</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>E aqueles que reclamam estarem cansados da vida? &#8220;<em>rapaz, estou cansado da vida que eu vivo&#8230;&#8221; </em>mas ao mesmo tempo tem medo de morrer. Como é que alguém que está cansado da vida descansa? Tirando sua própria vida ?</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Alguns buscam mudar o visual. Estão enfadados do que veem no espelho. Tingem o cabelo, cortam, alisam, encrespam&#8230;e depois de algum tempo, continuam cansados. Eram cansados feios&#8230;tornaram-se cansados bonitos!</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Outros buscam um novo emprego. Pedem as contas, e de cansados empregados tornam-se cansados desempregados&#8230;</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p> Quantos já ouviram esta pergunta - <em>e aí, descansou? </em>- depois de um período de férias?</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p> Cansaço, cansaço, cansaço&#8230;</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p> Ufa! Só de escrever <em>cansaço</em> já deu uma &#8220;<em>canseira&#8221;&#8230;</em></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Depois de tanta &#8220;canseira&#8221;, onde podemos realmente achar descanso para nossas almas?</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Antes de tratar do que <strong>fazer</strong>, vamos ver um exemplo do que <strong>não fazer.</strong> Veremos exatamente o caminha trilhado pela grande maioria, e ficará óbvio o fracasso em buscar descanso nos lugares errados. Acompanhe comigo:</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Salom%C3%A3o">Salomão</a>, que reinou em lugar de seu pai Davi, disserta, entre outras coisas, sobre sua busca por <em>descanso</em> no livro de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Eclesiastes">Eclesiastes</a> (escrito no período final de sua vida). É muito interessante observar a abordagem que ele dá ao tema, pois parte do ponto de vista de si mesmo e dos resultados das experiências que teve. O primeiro capítulo, no versículo dois, já traz uma introdução bem <em>animadora </em>do assunto:</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><em>Coisas inúteis e mais inúteis!, &#8211; diz o Pregador &#8211; Coisas inúteis e mais inúteis! Tudo é inútil!</em></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Trocar de emprego é inútil&#8230;trabalhar demais é inútil&#8230;ir para o salão de beleza, trocar o carro, ficar sem fazer nada&#8230;.é inútil! Trocar de esposa ou marido? Aí é pecado mesmo!</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Dentro do contexto trazido pelo autor, sigamos a leitura até o versículo nove:</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><em>&#8220;Que proveito tem o homem de todo o seu trabalho que ele trabalha abaixo do sol?  Geração vai, e geração vem; porém a terra permanece para sempre.  O sol nasce, e o sol se põe; e se apressa ao seu lugar onde nasceu.  O vento vai ao sul, e rodeia para o norte; continuamente o vento vai rodeando e voltando aos lugares onde circulou.  Todos os rios vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar onde os ribeiros correm, para ali eles voltam a correr.  Todas estas coisas são tão cansativas, que ninguém consegue descrever; os olhos não ficam satisfeitos de ver, nem os ouvidos se enchem de ouvir.  O que foi, isso será; e o que se fez, isso será feito; de modo que nada há de novo abaixo do sol&#8221;</em>. (Ec 1.3-9)</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p> É&#8230;não creio que Salomão pudesse ganhar a vida com palestras motivacionais! Ele trata aqui do cotidiano, da rotina diária. De quando acordamos todos os dias no mesmo horário, fazemos as mesmas coisas, ouvimos as mesmas desculpas esfarrapadas de sempre, as mentiras, a futilidade, o trânsito&#8230;semana após semana, mês após mês, ano após ano&#8230;</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Como você acha que ele se sentia? Exatamente como nós: <strong><em>cansado&#8230;</em></strong></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Ele vai então trilhar o caminho que muitos fazem: colocar a mochila nas costas e vazar! Fui! <em>Será esta a resposta?</em></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><em>&#8220;Disse a mim mesmo: experimentarei o prazer e verificarei o que é alegria.&#8221; </em>Ec 2.1a</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Ele disse isso a si mesmo provavelmente por estar se sentido só. Em outras palavras, está dizendo: &#8220;<em>quer saber? Vou sair mesmo, vou prá (sic) balada&#8230;&#8221; . </em>Em nossos dias, Salomão iria se tornar um frequentador de boates, bailões e afins&#8230;</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>O resultado?</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><em>&#8221; &#8230;eis, porém, que também aí só encontrei futilidade. Em relação ao riso, concluí: é loucura! &#8211; e em relação à alegria me perguntei: a que conduz?</em></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>O que ele encontrou? Mais inutilidade&#8230;depois das luzes desligadas, do silêncio&#8230;sobrou a ressaca e o cansaço.&#8221;<em>é bobagem&#8221; - </em>ele diz - <em>&#8220;risos fúteis de nada servem&#8221;&#8230;</em></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>E ele continua:</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><em>&#8220;Procurei deliciar meu coração com o vinho, mantendo ao mesmo tempo a sabedoria e insensatez, a fim de descobrir o que, para os filhos dos homens, é melhor para se praticar debaixo do sol, durante o tempo de suas vidas&#8221;. </em>Ec 2.3</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Em termo bem popular, Salomão &#8220;<em>encheu a cara</em>&#8220;! Todo bêbado parece alegre&#8230;.mas a ressaca veio, a dor de cabeça e a realidade continuavam ali. E o que ele busca então?</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><em>&#8220;Fiz para mim obras grandiosas; construí casas para mim; plantei vinhas para mim. Fiz para mim pomares e jardins; e plantei neles árvores de toda espécie de frutos. Fiz para mim tanques de águas, para regar com eles o bosque em que se plantavam as árvores. Adquiri escravos e escravas, e tive escravos nascidos em casa; também tive grande rebanho de vacas e ovelhas, mais do que todos os que houve antes de mim em Jerusalém&#8221;. </em>Ec 2.4-7</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Bom, agora Salomão torna-se um <em>workaholic</em>. Trabalhar, trabalhar e trabalhar&#8230;se o tal &#8220;<em>deixa a vida me levar&#8221;</em> não adiantou, quem sabe empreender grandes realizações? Obras faraônicas? Acumular riquezas? E ele acumula, acumula (&#8230;<em>acumulei também prata e ouro, e províncias&#8230;</em>), mas&#8230;.NADA! O seu interior continuava o mesmo! E agora? Bom, que tal trocar o cd?</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><em> &#8221;&#8230;reservei para mim cantores e cantoras&#8230;&#8221; </em>(verso 8b)</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Hum&#8230;.mudar a trilha sonora&#8230;ouvir outras coisas. Vistar museus, exposições de arte, ir ao cinema? E quem sabe&#8230;</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><em>&#8220;&#8230;e dos prazeres dos filhos dos homens: várias mulheres&#8221;. </em>(verso 8c)</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Concubinas em grande número. Mulheres, orgias. Se isso resolvesse, ele estaria mais que feliz! Ele teve 1000 mulheres&#8230;mas quer saber? Nada novamente!</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Percebeu? Os métodos &#8220;modernos&#8221; de saciar a alma &#8211; noitadas, bebida, trabalho em demasia, prostituição &#8211; não podem e nunca poderão trazer o descanso que precisamos. <strong>Porque este descanso que tratamos aqui não é físico e nem psicológico&#8230;é da alma!</strong></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Sabendo disso, Jesus nos ensina que:</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><em>&#8220;Vinde a mim todos os que estais cansados, e carregados, e eu vos farei descansar. Tomai sobre vós meu jugo, e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para vossas almas&#8221;</em>. Mt 11.28,29</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Algumas lições importante aprendemos aqui:</p>
<p><strong>1 &#8211; o cansaço é uma realidade para todos nós: </strong>independente de origem, profissão ou classe social. Desde que o pecado entrou nesta terra, <em>&#8220;&#8230;do suor do teu rosto comerás o pão&#8230;&#8221;</em> (Gn 3.19). Sendo o cansaço uma realidade, temos então a segunda lição:</p>
<p><strong>2 &#8211; ir a Jesus e tomar seu jugo: </strong>Há, no grego, um imperativo aqui (<span style="font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;">Ελθετε </span><span style="font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;">- <em>venha!</em></span> ) que nos mostra a força deste convite. Não é algo despretensioso, mas quase que uma ordem para seus ouvintes:<strong><em>Venham! </em></strong>Jesus usa o exemplo pastoril de dois bois ligados entre si por uma <em>canga</em>, ou jugo. Isso facilitava o trabalho dos animais, pois era mais fácil suportar o trabalho e cansava menos. Temos, em Jesus, uma provisão de força onde podemos vencer os ventos contrários que procuram nos impedir de seguir em frente.</p>
<p><strong>3 &#8211; aprender de Jesus:</strong> aprender aqui (<span style="font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;">μαθετε</span>) traz aceitar o próprio Cristo, rejeitando a existência antiga e começando uma nova vida como discípulo dEle. Não se trata aqui de um aprendizado intelectual. É trazer para o âmago do homem a <em>humildade e mansidão</em>, contrários à natureza egoísta e pecaminosa do velho homem. É tornar-se um discípulo de Jesus em Sua essência&#8230;</p>
<p><strong>4 &#8211; aprender a descansar nEle: </strong>Mateus usa aqui uma palavra grega (<span style="font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;">αναπαυσει</span>) que tem o conceito de <em>pausa.</em> Jesus, então, nos chama para um momento de descanso em meio às atividades. Lembra de Marta e Maria? O problema de Marta não era trabalhar, mas trabalhar no <em><strong>hora errada</strong></em>! Existem momentos de pausa, onde devemos deixar nosso cotidiano de lado para focar em outra coisa &#8211; aqui, no ensino do Salvador. Qual a última vez que você realmente conseguiu para tudo o que estava fazendo e <em>descansar</em>? Quando foi a última vez que você passou algum tempo na presença de Deus, desfrutando de Sua companhia?</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Deus está dizendo: <em>quer vencer o cansaço? Descubra o foco dele!&#8221;</em>. E onde ele se aloja? Na <strong>alma (<em>psiquê</em>)</strong>. Por isso ações e fatores externos não conseguem trazer o descanso. Se o cansaço é dentro, não há mulher, carro, posses ou dinheiro que resolva! Jesus sabia que o ser humano tende ao cansaço, e mais ainda, busca suprir de descanso a alma onde não há provisão para tal.</p>
</div>
<div>
<p style="text-align: justify;">E por último: lembre-se da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Conjun%C3%A7%C3%A3o">conjunção aditiva</a> &#8221;<strong>e</strong>&#8221; na sentença de Jesus:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>&#8220;Tomai sobre vós o meu jugo, E aprendei de mim&#8230;E achareis descanso para vossas almas&#8221;</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em Cristo,</p>
<p style="text-align: justify;">Pr. Daniel</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em><br />
</em></strong></p>
</div>
]]></content:encoded>
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		<title>De que lado você fica &#8211; parte 3</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Nov 2012 15:28:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel De Luca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra]]></category>
		<category><![CDATA[Josué]]></category>
		<category><![CDATA[ouvir e entender]]></category>
		<category><![CDATA[práxis]]></category>
		<category><![CDATA[sabedoria]]></category>

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		<description><![CDATA[(Leia a primeira parte aqui e a segunda aqui) Continuando nossa série de reflexões sobre Josué, o Senhor o leva a um ponto fundamental no processo de conquista, auxiliando em sua função como líder e agora profeta do povo: a sabedoria.  Qual o conceito bíblico de sabedoria? Seria ela um dom restrito a poucos privilegiados ou, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>(<em>Leia a primeira parte <a title="De que lado você fica?" href="http://www.ancorando.com/de-que-lado-voce-fica-2/">aqui</a> e a segunda <a title="De que lado você fica? – parte 2" href="http://www.ancorando.com/de-que-lado-voce-fica-parte-2/">aqui</a></em>)</p>
<p style="text-align: justify;">Continuando nossa série de reflexões sobre Josué, o Senhor o leva a um ponto fundamental no processo de conquista, auxiliando em sua função como líder e agora profeta do povo: a <strong>sabedoria. </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Qual o conceito bíblico de sabedoria? Seria ela um dom restrito a poucos privilegiados ou, pelo contrário, disponível a todos quanto investirem tempo em buscá-la? Seriam necessários anos de estudo acadêmico ou uma cosmovisão apurada traz consigo a verdadeira sabedoria? Para responder a esta pergunta, observe a orientação que o Senhor traz a Josué:</p>
<address> “<span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><em>Somente seja forte e muito corajoso! Tenha o cuidado de </em></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><em><span style="text-decoration: underline;"><strong>obedecer</strong></span></em></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><em> a toda a lei que o meu servo Moisés lhe ordenou; não se desvie dela, nem para a direita nem para a esquerda, para que você seja bem-sucedido por onde quer que andar. Não deixe de </em></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><em><span style="text-decoration: underline;"><strong>falar</strong></span></em></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><em> as palavras deste Livro da Lei e de </em></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><em><span style="text-decoration: underline;"><strong>meditar</strong></span></em></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><em> nelas de dia e de noite, para que você </em></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><em><span style="text-decoration: underline;"><strong>cumpra</strong></span></em></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><em> fielmente tudo o que nele está escrito. Só então os seus caminhos prosperarão e você será bem-sucedido”. </em>(Js1.7-8 <strong><em>grifo nosso</em></strong>)</span></span></address>
<p style="text-align: justify;">Note a ênfase em certos aspectos relacionados a determinadas posturas frente a Palavra de Deus: <strong><em>obediência, discurso alinhado, pensamento subordinado ao crivo da Palavra e, por fim, ações práticas em prol da revelação. </em></strong><em></em>Iremos, portanto, explorar neste texto cada um destes aspectos para lançar as bases de um entendimento mais acurado do que seria, biblicamente falando, <strong>sabedoria. </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Tudo vai começar pela <em>obediência. </em>Tendo em vista a série de batalhas que seriam travadas pela conquista da terra, estar alinhado com a Lei do Senhor era o pré-requisito fundamental neste processo. Haviam inimigos na terra; mais fortes e melhor preparados na arte da guerra. Israel, ao contrário, era formado pela segunda geração do povo que havia saído do Egito &#8211; portanto, filhos de escravos. Não tinham experiência alguma com a guerra, não tinham treinamento militar e nem tampouco um exército propriamente dito. Claro, haviam muitos homens na idade propícia para lutar, mas obviamente não se poderiam comparar com aquilo que os esperava. Deve-se também ter em mente os inimigos <em>espirituais - </em>demônios que mantinham seu domínio sobre os habitantes daquela região, e com certeza eles não iriam embora pacificamente (na realidade, sua influência continuou mesmo depois de conquistada a terra &#8211; mas isso já é assunto para outro <em>post</em>). É neste contexto que a ordem do Senhor começa a fazer sentido, pois há um princípio elementar de batalha espiritual aqui &#8211; veja o que Tiago ensina:</p>
<address style="text-align: justify;"><em>&#8220;Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo e ele fugirá de vós&#8221; </em>(Tg 4.7)</address>
<p style="text-align: justify;"><strong>Obediência </strong>é o primeiro passo de qualquer conquista espiritual que possamos almejar. É ter aplicado em nossa vida, em todas as suas esferas, as orientações contidas nas Escrituras. Isso vai refletir em nossas relações (com Deus, conosco mesmo e com os outros), na maneira como lidamos com as finanças e como respondemos às mudanças em nosso caráter e cosmovisão. Deve-se lembrar que a tendência natural é a <em>rebeldia, </em>fruto da queda original; queda esta que afetou de forma profunda todas as relações humanas acima citadas. Entretanto, esta não é uma obediência <em>cega; </em>Josué foi instruído a <em>obedecer </em>tudo o que aprendera com Moisés. Preste atenção aqui: <strong>a verdadeira obediência a Deus advém de um coração humilde, disposto a aprender com os outros por meio de uma relação saudável. </strong>Numa cultura individualista como a nossa, é um desafio diário estabelecer e cultivar <em>bons relacionamentos, </em>ao sermos bombardeados por uma mídia que exalta a satisfação do <strong>eu </strong>em detrimento dos outros. A obediência de Josué estava atrelada à sua relação de longa data com Moisés.</p>
<p style="text-align: justify;">Vale a pena ressaltar isso: como cristãos, não podemos cair no laço da autocomiseração (uma forma velada de orgulho), fazendo do papel de &#8220;vítima&#8221; um escape para alimentar o ego de uma forma doentia, nem tampouco nos colocar num patamar acima dos outros, tendo uma visão distorcida de força e estabilidade. De um modo ou de outro, abre-se um caminho para o isolamento e, por fim, a queda. <strong>Cristianismo é relacionamento &#8211; nunca esqueça disto!</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Como resultado desta <em>obediência,</em> Josué teria um <strong>discurso alinhado com a Palavra de Deus. </strong>Isso era essencial não só para validar sua liderança, mas também para mostrar a continuidade do plano divino. O verdadeiro líder de Israel era o Senhor; Moisés, Josué ou qualquer outro líder a se destacar seriam apenas mediadores chamados por Deus como &#8220;porta-vozes&#8221;. Era importante que a nação aprendesse este princípio de modo a, mais tarde, ser o <em>luzeiro entre as nações, testemunhando as obras grandiosas de Deus. </em>Jesus mesmo faz menção ao nosso discurso ser reflexo do conteúdo de nosso coração (Mt 12.34).</p>
<p style="text-align: justify;">O fruto da <em>obediência </em>e de um <em>discurso alinhado </em>na vida de Josué seria uma nova visão de mundo &#8211; em outras palavras, ele seria capaz de ler a realidade a partir da perspectiva divina. Isso já era manifesto quando do relato dele à Moisés juntamente com Calebe. Ambos, ao contrário do restante, viram a Terra Prometida como Deus a via. Observe como o ponto de vista correto faz toda a diferença! De todos os que partiram do Egito, apenas dois homens (com a perspectiva certa) sobreviveram aos quarenta anos. O restante morreu no deserto ao defender seus pontos de vista particulares. Isso é fundamental em nossos relacionamentos também. Paulo, ao escrever aos coríntios, os instrui a olhar os outros não mais pela ótica carnal (2Co 5.16) e isso precisa fazer parte dos fundamentos de nossas relações. As pessoas que convivem conosco certamente irão falhar em algum momento. Todos são falhos. Porém, sendo convertidos a Cristo ou não, devemos olhar e ver como se a <em>obra do Senhor </em>já fosse uma realidade na vida de determinada pessoa; orar pelos perdidos e exercer o perdão aos irmãos da fé. Lembre-se de que, se os outros erram, nós também erramos. Este ponto já nos leva ao último fundamento a ser observado por Josué (e por nós): <strong>atitude.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Todo nosso discurso sempre será provado pelas nossas atitudes. Ao contrário do pensamento grego (que valoriza a sabedoria conceitual), os hebreus tinham como conceito de sabedoria <strong>uma</strong> <strong>resposta prática a um ensinamento. </strong>Em outras palavras, o sábio não era aquele que necessariamente dominava determinado assunto, mas que <em>agia de acordo com o que falava</em>. Salomão, ao escrever o livro de Provérbios, dá um exemplo interessantíssimo:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos, e sê sábio. Pois ela, não tendo chefe, nem guarda, nem dominador; prepara no verão o seu pão; na sega ajunta o seu mantimento.&#8221;</em>(Pv 6.6-8)</p>
<p style="text-align: justify;">Ele afirma que, se alguém quer sabedoria, deve olhar para as formigas e <em>aprender com suas atitudes </em>e assumir suas responsabilidades. O texto diz que a formiga o faz sem precisar de um chefe ou alguém que a &#8220;obrigue&#8221; a fazer algo. Ela simplesmente o faz. É exatamente este o conceito de sabedoria hebraica: uma atitude prática.</p>
<p style="text-align: justify;">Ou seja, todo o fruto da instrução divina seria traduzido como ações sábias de Josué na liderança da conquista. Estes princípios, simples e poderosos, podem (e devem) fazer parte de nossas vidas, se queremos viver as conquistas do Reino e, tão importante quanto isso, <em><strong>sermos conhecidos como filhos de Deus, testemunhando as obras dAquele que nos chamou das trevas para Sua maravilhosa luz.</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Tendo o vosso viver honesto entre os gentios; para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, glorifiquem a Deus no dia da visitação, pelas boas obras que em vós observem.&#8221; (</em>1Pe 2.12)</p>
<p style="text-align: justify;">Em Cristo,</p>
<p style="text-align: justify;">Pr. Daniel</p>
<p style="text-align: justify;">(Obs: no próximo post teremos a conclusão da série)</p>
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		<title>Jonas, Jonas&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Nov 2012 21:37:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel De Luca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra]]></category>
		<category><![CDATA[atitude]]></category>
		<category><![CDATA[escolhas]]></category>
		<category><![CDATA[Jonas]]></category>
		<category><![CDATA[obediência]]></category>
		<category><![CDATA[visão]]></category>

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		<description><![CDATA[É manhã em Israel. O sol nasce devagar, preguiçoso por dentre as montanhas enquanto um certo profeta faz seu desejum matinal. &#8220;O que dia trará?&#8221; pode ter sido seu primeiro pensamento. As idéias rodavam despretensiosas em sua mente, enquanto saboreava o leite e o pão feitos no dia anterior &#8211; &#8220;este será um dia promissor&#8221;, pode ter pensado, até [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">É manhã em Israel. O sol nasce devagar, preguiçoso por dentre as montanhas enquanto um certo profeta faz seu desejum matinal. <em>&#8220;O que dia trará?&#8221;</em> pode ter sido seu primeiro pensamento. As idéias rodavam despretensiosas em sua mente, enquanto saboreava o leite e o pão feitos no dia anterior &#8211; <em>&#8220;este será um dia promissor&#8221;, </em>pode ter pensado, até que uma sensação de urgência começa a brotar em seu coração.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele sabia do que se tratava. Era o Senhor chamando sua atenção, pronto a lhe dar instruções sobre onde ele deveria ir profetizar a Palavra do Altíssimo, o Santo de Israel.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Irei a Jerusalém?&#8221;, </em>deve ter pensado&#8230;<em>&#8220;ou quem sabe uma visita à Nazaré? Faz tempo que não apareço por aquelas bandas&#8230;&#8221; </em>e então ela veio, a voz inconfundível do seu Deus:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Veio a palavra do SENHOR a Jonas, filho de Amitai, dizendo: Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim.&#8221;  </em>(Jn 1.1,2)</p>
<p style="text-align: justify;">Jonas fica paralisado&#8230;.a fome repentinamente se esvai e os pensamentos agora pipocam em sua mente numa vertiginosa rapidez.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nínive?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nínive?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8230;<em>Nínive???</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Não pode ser&#8230;.devo estar enganado&#8221;. </em>Porém, ele não estava e sabia disso. A ordem era clara. E uma ordem surpreendente&#8230;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%ADnive">Nínive</a> era a capital da Assíria, uma nação perversa e considerada uma ameaça pelos israelitas. E o Senhor o estava comissionando justamente para profetizar àquele povo.</p>
<p style="text-align: justify;">O momento é dramático (para não dizer cômico). O profeta não esboça nenhuma reação aparente. Ele guarda calmamente a louça, arruma a cama, faz as malas e sai. Não há palavras em seus lábios. Ele não ousa olhar para o céu, sabendo que o Senhor estava, de qualquer modo, observando tudo. Um medo tolo, como se Deus não conhecesse aquilo que se passava em seu interior. Jonas fecha o portão de sua casa e toma uma rápida decisão: <em>&#8220;Bom&#8230;Nínive fica a uns 800 Km a noroeste daqui. Então vou para o outro lado, a sudeste, em direção à Tarsis&#8221;. </em>E segue o profeta então em plena fuga.</p>
<p style="text-align: justify;">É isso mesmo que você leu. A Bíblia diz que Jonas foge logo após receber a ordem do Alto. O que o motivou a fugir? Ele mesmo confessa a Deus &#8211; acompanhe:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;&#8230;sei que és Deus piedoso e misericordioso, longânimo e grande em benignidade e que arrependes do mal&#8221; </em>(Jn 4.2b). Em outras palavras, Jonas fugiu por não querer ver a salvação de Deus operando no meio de um povo que ele não gostava e que considerava indigno da graça divina. A seus olhos, a justiça divina seria mais compatível com a destruição daquelas pessoas, e não a salvação.</p>
<p style="text-align: justify;">Será que somos diferentes de Jonas? Estando separados dele pelo tempo e pelas  circunstâncias, podemos confortavelmente julgar sua atitude e bater no peito de maneira ufanista, dizendo: <em>comigo seria uma outra história! </em>Somos tão diferentes dele assim? Medite na possibilidade de nossos relacionamentos estarem debaixo de semelhante senso de <em>justiça própria&#8230; </em>Nas ocasiões onde excluímos (cônscios disso ou não) os que pensam diferentes de nós, sem nem ao menos darmos uma chance de ouvir o outro lado da história. Sim, infelizmente o egoísmo (e a falta de maturidade cristã) podem nos trazer uma leitura equivocada das pessoas e da realidade que nos cerca. Concluímos que nosso <em>senso de justiça </em>é o do Senhor &#8211; e quando descobrimos que não é, não suportamos a graça do Senhor e <em>fugimos</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos afastamos das pessoas, dos relacionamentos, de Deus&#8230;abandonamos a misericórdia e abraçamos o legalismo. Deixamos de edificar para sermos apenas servidos. <em>Se não é do <strong>meu jeito, como eu penso, </strong>então não quero mais&#8230; </em>Infelizmente, esta &#8220;armadilha&#8221; da <em>justiça própria</em> coloca o homem até acima de Deus, o que pode infelizmente ocasionar no abandono da vida cristã.</p>
<p style="text-align: justify;">Qual a cura disso? Ver como Deus vê &#8211; ou seja, ler a realidade a partir da perspectiva bíblica, nos colocando em nosso devido lugar e prontos a obedecer a Deus sem questionar. A cura envolve em receber dEle a visão correta; e é isso que o Senhor vai fazer com Jonas.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;&#8230;não hei eu de ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que estão mais de cento e vinte mil homens, que não sabem discernir entre a sua mão direita e a sua esquerda, e também muitos animais?&#8221; </em>(Jn 4.11).</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto Jonas os enxergava como um bando de pervertidos e indignos de qualquer misericórdia, o Senhor os via como <em>&#8220;&#8230;ovelhas que não tem pastor, perdidos e sem qualquer referência de onde buscar ajuda&#8221;. </em></p>
<address style="text-align: justify;">Lembre-se sempre disso: antes de julgar alguém, procure saber de sua vida. Suas lutas, as dificuldades que superou até chegar ali. É fácil emitir uma opinião a partir de um ponto de vista particular. Entretanto, é cristão estender a mão, abraçar e, com o coração embebido do amor de Cristo, afirmar: <em>&#8220;Está tudo bem. Nosso Salvador não veio buscar os sãos, mas sim os doentes&#8230;&#8221; </em>(Mt 9.12)</address>
<address style="text-align: justify;">Em Cristo, </address>
<address style="text-align: justify;">Pr. Daniel</address>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
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		<title>Isso o seguro não cobre&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Nov 2012 12:14:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel De Luca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra]]></category>
		<category><![CDATA[coração]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[entulhos]]></category>
		<category><![CDATA[Isaque]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma pergunta rápida: o que você valoriza e guarda com cuidado?  Sim&#8230;.uma pergunta abrangente que abre uma resposta com muitas variáveis. No entanto, vamos explorar um pouco mais o assunto. Pense por um momento nas coisas que possuem valor para você. Certo&#8230;agora selecione aquelas que possuem um alto valor agregado. Dentre elas, quais as que você, de [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">Uma pergunta rápida:<em> o que você valoriza e guarda com cuidado? </em></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Sim&#8230;.uma pergunta abrangente que abre uma resposta com muitas variáveis. No entanto, vamos explorar um pouco mais o assunto. Pense por um momento nas coisas que possuem valor para você. Certo&#8230;agora selecione aquelas que possuem um alto valor agregado. Dentre elas, quais as que você, de algum modo, procura guardar com mais cuidado &#8211; talvez até através de um seguro?</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">
<div>Interessante ver como buscamos proteger aquilo que mais importa para nós. No campo das coisas materiais, a <em>casa, o carro, recursos financeiros</em>&#8230; na esfera emocional<em>, o casamento, amizades&#8230;.</em> no âmbito pessoal<em>, nossos sentimentos, emoções, identidade&#8230;.</em> e a lista é certamente extensa. Mas existe algo mais a ser preservado, que na grande maioria das vezes é ignorado?</div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div></div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div>Leia atentamente este versículo:</div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div></div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div><em>&#8220;sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida&#8221;. </em>Pv 4.23</div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div></div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div>Interessante o texto. É natural preservar as coisas importantes para nós, como citamos acima. Um bom mordomo dos depósitos divinos sabe que os recursos em suas mão são um presente da graça divina, e o objeto final de tudo é a glória de Deus. Porém, a Palavra afirma com clareza de que <strong>acima de todas estas coisas, devemos guardar o nosso coração!</strong> E quantos de nós fazemos isso?</div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div></div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div>Guardamos tantas coisas&#8230;e isso é correto mas, acima de tudo isso, o nosso coração tem ficado na maioria das vezes exposto à todo tipo de lixo. E há um motivo claro para a importância de guardá-lo: <em>dele procedem as saídas da vida&#8230; </em>Em outras palavras, se o meu coração estiver bem, guardado, as outras esferas de minha existência estarão em equilíbrio. Caso contrário&#8230;</div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div></div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div>O problema é que esquecemos este princípio &#8211; e lutamos no intuito de preservar nossos sentimentos, relacionamentos, a família e ignoramos a fonte do bem estar de tudo isso. Mas aí surge a pergunta: <em>como guardar o coração</em>? Vivendo em meio ao caos social e a um mundo caído, longe de Deus, como guardar o coração de tanta poluição? Será que uma vida de isolamento pode trazer a resposta? Não, não traz&#8230; alíás, a origem de muitos dos males vivenciados  hoje é bem outra&#8230;</div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div></div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div><em>&#8220;porque do coração saem os maus pensamentos, mortes, adultérios, fornicações, furtos, falsos testemunhos e maledicências&#8221; </em>Mt 15.19</div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div></div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div>De onde saem todas estas coisas? Do <strong>coração</strong>! Bem&#8230;e como elas foram parar lá?</div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div></div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div>Esta reflexão não tem o intuito de versar sobre a origem do pecado ou da natureza caída que o homem possui (ainda que sejam fatores que incidam sobre o fato em questão). Vamos, no entanto, focar em como este tipo de <em>lixo</em> entra tão facilmente em nós, fazendo ali morada sem que nos apercebemos disto. Encontramos no livro de Gênesis uma história bastante interessante que traz princípios a serem aplicados em nosso cotidiano &#8211; tanto em discernir a origem do <em>entulho </em>quanto ao tipo de atitude deve ser tomada. Acompanhe:</div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div></div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div><em>&#8220;e todos os poços, que os servos de seu pai tinham cavado nos dias de seu pai Abraão, os filisteus entulharam e encheram de terra [...] e partiu dali, e cavou outro poço, e não porfiaram sobre ele; por isso chamou o seu nome Reobote, e disse: Porque agora o Senhor nos alargou, e crescemos nesta terra&#8221;</em> Gn 26.18-22</div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div></div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div>Aqui Isaque encontra-se no meio de uma luta pelos poços que haviam sido cavados nos tempos de seu pai, Abraão. Observe o meio usado pelos filisteus para impedir Isaque de estabelecer-se na região: <strong>entulhar os poços!</strong> Bom, se num poço há água, e ela é o meio pelo qual a vida subsiste, fechar os poços impediria a água de fluir e, consequentemente, Isaque teria que sair da região. Entretanto, Isaque insiste e vai cavando outros poços até que os filisteus não o incomodam mais. Aí sim ele pode afirmar que o Senhor o fez crescer naquela terra.</div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div></div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div>Do mesmo modo, a responsabilidade de guardar o coração não é de Deus, mas <em>nossa</em>! A ordem é para todos nós: <em>guarde seu coração&#8230; </em>atente para o fato de que todos os dias entulhos são jogados em nossos corações&#8230;uma palavra mal colocada, um olhar de reprovação, um gesto de rejeição, uma linha de pensamento destrutiva&#8230; certamente estas coisas virão. Mas ainda assim a ordem continua firme: <em>&#8230;guarde seu coração&#8230;</em></div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div><em><br />
</em></div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div>Devemos fazer como Isaque: ele perseverou em cavar poços até que achasse água, e o inimigo não mais atuasse nesse sentido. Portanto, é nossa responsabilidade &#8220;filtrar&#8221; todo pensamento contrário às Escrituras que porventura queira tomar nossa mente de assalto. A Bíblia em diversas ocasiões trata disso, e vamos aqui destacar dois textos:</div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div></div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div><em>&#8220;&#8230;derrubando os sofismas e e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e <span style="text-decoration: underline;">levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo</span>&#8220; </em>2Co 10.5 (grifo nosso)</div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div></div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div><em>&#8220;quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, <span style="text-decoration: underline;">nisso pensai</span>&#8220; </em>Fp 4.8 (grifo nosso)</div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div></div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div>Os textos falam por si só. Mas vale ressaltar a pró-atividade encontrada em ambos, de levarmos os pensamentos cativos à Cristo e a ocupar nossa mente com os preceitos da Palavra. O que sair deste prumo deve ser prontamente rejeitado. Uma atitude de vigilância, e não de passividade, nos é requerida. Este é um processo diário, de analisar com uma mente balizada na Palavra toda sorte de pensamentos e imaginações que brotam em nosso consciente, e prontamente rejeitar tudo o que fere as Escrituras e meditar no que é saudável, que traz vida e esperança. Aliás  meditar na Lei do Senhor é uma das características de todo homem de Deus bem sucedido (vide Salmo 1).</div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div></div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div>Jesus mesmo, em Sua vida terrena, enfrentou as mesmas situações vivida por nós &#8211; e em intensidade bem maiores! E naturalmente, olhando para a vida do Mestre aprendermos sua maneira simples e eficiente de colocar frente a frente toda informação recebida por ele e <em>checar</em> com as Escrituras. Se fosse verdade, entrava. Se não fosse&#8230;.</div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div></div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div>Observe este embate clássico entre nosso Senhor e Satanás (Mt 4):</div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div></div>
</div>
<blockquote>
<div>&#8220;Então, foi Jesus conduzido pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, havendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, teve fome; e, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães. Porém respondendo ele, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus. Então o diabo o levou à Cidade Santa, e o pôs sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o filho de Deus, lança-te daqui abaixo; porque escrito está, que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca com teu pé tropeces em alguma pedra. Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus. Outra vez o levou o diabo consigo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e sua glória deles. E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então, disse-lhe Jesus: Vai-te Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás.&#8221;</div>
</blockquote>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">
<div>Atente para o nível da batalha: <strong>no diálogo!</strong> Duas estruturas de pensamento estavam se chocando, a o ponto de referência para Jesus &#8211; o que O levou à vitória &#8211; foi combater os argumentos de Satanás com a Palavra! Em nenhuma das três ocasiões, mesmo aquelas onde o diabo cita as Escrituras de forma deturpada, os conceitos transmitido pelo inimigo foram aceitos por Jesus. <em>Nem o caminho mais fácil, nem a provocação na identidade, nem a demonstração de poder&#8230;(só isso já dá outro post&#8230;.)</em></div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div><em><br />
</em></div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div>A atitude de Jesus foi prontamente confrontar aquelas linhas de pensamento com a Palavra, e ao tempo em que eram rejeitadas, Satanás foi perdendo terreno e saiu dali derrotado.</div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div></div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div>Que possamos nós, pelo mesmo Espírito que conduziu Jesus ao deserto, manter nossas mentes ativas e vigilantes, levando todo pensamento cativo à obediência de Cristo e <em>guardando nosso coração&#8230;</em></div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div><em><br />
</em></div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div>Se hoje é o dia para desentulhar seu coração, que tal começar agora mesmo?</div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div></div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div><em>Solideogloria</em></div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;"><em><br />
</em></div>
</div>
<div>
<div style="text-align: justify;">Pr. Daniel</div>
</div>
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		<title>O extraordinário no ordinário</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Nov 2012 12:04:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel De Luca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pare e pense]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
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		<category><![CDATA[graça]]></category>
		<category><![CDATA[ordinário]]></category>
		<category><![CDATA[simples]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Naquela mesma hora, se alegrou Jesus no espírito e disse: graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondestes estas coisas aos sábios e entendidos e as revelastes às criancinhas; assim é, ó Pai, porque assim te aprouve&#8221;. Lc 10.21 Simplicidade&#8230; Cotidiano&#8230; Espiritualidade&#8230; Creio ser uma das conseqüências da sabedoria a [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Naquela mesma hora, se alegrou Jesus no espírito e disse: graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondestes estas coisas aos sábios e entendidos e as revelastes às criancinhas; assim é, ó Pai, porque assim te aprouve&#8221;</em>. Lc 10.21</p>
<p>Simplicidade&#8230;</p>
<p>Cotidiano&#8230;</p>
<p>Espiritualidade&#8230;</p>
<p>Creio ser uma das conseqüências da sabedoria a vivência da espiritualidade na simplicidade da vida, no bom chimarrão, na roda de conversa com amigos sinceros, na extraordinária ação de um Deus tão grandioso em nosso cotidiano tão insignificante.</p>
<p>Essas coisas me surpreendem no Evangelho. E quanto mais eu estudo, mais tenho aprendido a dar valor nas coisas mais simples. Jesus discutia os meandros da Lei com os entendidos, mas Sua ação era vista na simplicidade dos que estavam à beira do caminho. Nestes o milagre da vida se tornava real. <em>Aquele que perder a sua vida por amor de mim a encontrará..</em>.</p>
<p>A graça de Deus está logo ali mesmo, não é?</p>
<p>Pr. Daniel</p>
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		<title>De todo o coração &#8211; parte 2</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Nov 2012 13:26:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel De Luca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra]]></category>
		<category><![CDATA[chamado]]></category>
		<category><![CDATA[consciência]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Davi]]></category>
		<category><![CDATA[Samuel]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>
		<category><![CDATA[visão]]></category>

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		<description><![CDATA[Leia a primeira parte aqui Uma das grandes questões tratadas na vida individual (e também coletiva) de todo cristão é a respeito de uma palavra comum, porém carregada de um profundo significado: chamado. Trata-se de uma parte indissociável de boa parte da teologia que trazemos conosco, desde o primeiro momento em que folheamos as Escrituras na [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Leia a primeira parte <a title="Série “De todo o coração” – 1" href="http://www.ancorando.com/serie-de-todo-o-coracao-1/">aqui</a></em></p>
<p style="text-align: justify;">Uma das grandes questões tratadas na vida individual (e também coletiva) de todo cristão é a respeito de uma palavra comum, porém carregada de um profundo significado: <strong>chamado</strong>. Trata-se de uma parte indissociável de boa parte da teologia que trazemos conosco, desde o primeiro momento em que folheamos as Escrituras na busca de compreender o milagre de uma nova natureza agora implantada em nós. Comumente ouvimos ela nos púlpitos, nas rodas de conversa de novos convertidos e, claro, dentre os que já servem ao Reino com seus talentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Chamado.</p>
<p style="text-align: justify;">Tão importante quanto saber <em>qual é</em>, torna-se claro a necessidade de discernimos <em>quando  </em>ele se inicia. <em>Será que é a partir do momento em que nascemos de novo? Qual o tempo de &#8220;arregaçarmos as mangas&#8221; e colocar a mão no arado? Será este o meu lugar hoje no Reino de Deus?</em> Em minha experiência como pastor, tenho visto estes questionamentos não só presentes nos novo-convertidos, mas também no discurso daqueles que já estão caminhando com o Senhor há algum tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">Chamado.</p>
<p style="text-align: justify;">A simples menção desse vocábulo já faz o coração bater mais forte, não? Afinal de contas, quem nunca sentiu isso ao ouvir algo do tipo: <em>&#8220;sabia que seu nome está na lista do pastor para ser um líder?&#8221; </em>, ou então <em>&#8220;seu nome tem sido comentado entre a liderança&#8230;creio que vão chamá-lo para algum trabalho&#8221;</em>. É importante frisar a necessidade comum a todos nós de <strong>pertencer a algo, </strong>esse senso de coletividade colocado pelo próprio Deus no íntimo do ser humano. As associações para os mais diversos fins estão aí para comprovar isso &#8211; pois tal anseio transcende os limites do <em>cristianismo </em>e se faz presente em todas as culturas, de todas as épocas. Entretanto, encontramos a plena realização em Cristo, ao recebermos, pela graça, o real entendimento dessa <em>missão </em>preparado pelo Senhor desde a eternidade (<em>cf </em>Ef 2.10). Portanto, por mais que qualquer tipo de <em>clube </em>ou <em>associação </em>possam preencher este chamado primário, sua completude só encontramos na Igreja, respondendo ao Senhor e cumprindo o propósito divino.</p>
<p style="text-align: justify;">No <a title="De todo o coração – parte 1" href="http://www.ancorando.com/serie-de-todo-o-coracao-1/">texto anterior</a> vimos como a &#8220;Escola do anonimato&#8221; foi um instrumento do Senhor em moldar o caráter de Davi. As lutas travadas foram o prenúncio do chamado que ele haveria de receber de Deus. Nesta segunda parte, vamos acompanhar os fatos que se seguiram à conversa de Deus com o profeta Samuel e o que acontece então na casa de Jessé, pai de Davi.</p>
<p style="text-align: justify;">Samuel seguira para <a title="Belem" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bel%C3%A9m_(Cisjord%C3%A2nia)">Belém</a> (בית לחם) em obediência à direção divina e lá vai em busca de Jessé. A presença do profeta na cidade causara grande alvoroço, pois havia o temor de que ele viera trazer algum tipo de juízo contra eles (<em>&#8220;&#8230;é de paz a tua vinda?&#8221;</em> v.4). Samuel os tranquiliza, explicando que estava ali para um sacrifício de paz e se aproxima de Jessé, com o intuito de conhecer seus filhos. Um a um os filhos de Jessé vão se apresentando diante de Samuel, respondendo ao convite do profeta. É importante salientar que nenhum dos presentes, salvo Samuel, sabia quais eram os motivos da vinda dele a Belém. À medida que eles iam chegando, começa um interessante diálogo entre a consciência de Samuel e o Senhor. A consciência de Samuel dizia: <em>&#8220;é este&#8221;,</em> mas o Senhor afirmava <em>&#8220;não&#8221;</em>. Preste atenção neste detalhe importante: o versículo 6 diz que Samuel <em>falou consigo mesmo, </em>e qual a sua conclusão?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Sucedeu que, entrando eles, viu Eliabe e disse consigo: Certamente, está perante o Senhor o seu ungido&#8221;</em>. (1Sm 16.6)</p>
<p style="text-align: justify;">O que Samuel vira? O Senhor mesmo, no versículo seguinte descreve: <em>&#8220;..não atentes para a sua aparência, nem para sua altura&#8230;&#8221;.</em> A visão natural de Samuel o enganara, levando a um julgamento errôneo e a uma voz equivocada de sua consciência. No entanto, essa voz fora prontamente recepcionada como verdadeira! Observe como este processo de engano foi sutil: uma visão tendenciosa, uma consciência enganosa e pronto: <strong>uma decisão equivocada.</strong> Samuel concluíra que Eliabe era o próximo rei de Israel, o escolhido do Senhor. Mas estava enganado.</p>
<p style="text-align: justify;">Temos aqui um ponto crítico da vida não só de Samuel, mas de todos nós: <strong>em que ponto achamos que a voz da nossa consciência é a voz de Deus? </strong>O texto nos traz indícios de como isso se processa em nosso interior. Em primeiro lugar, Samuel recebera uma <strong>ordem </strong>e e fora a Belém em <strong>obediência </strong>a ela. Na cidade ele convida Jessé e seus filhos para o sacrifício e quando ele <strong>vê </strong>Eliabe (o filho mais velho), <strong>diz consigo mesmo </strong>que ele era o escolhido, ao ver <strong>sua aparência. </strong>Para esmiuçar mais este ponto, vamos pontuar os fatos concernentes a Samuel &#8211; ele:</p>
<p style="text-align: justify;">- <em>recebe uma ordem e obedece a ela;</em></p>
<p style="text-align: justify;">- <em>ele vê Eliabe e impressiona-se com sua aparência;</em></p>
<p style="text-align: justify;">- <em>sua voz lhe traz uma conclusão, que ele prontamente aceita como verdade. </em></p>
<p style="text-align: justify;">Encontramos então a fonte do engano: <strong>a consciência. </strong>Paulo faz menção a uma boa consciência como um dos requisitos da vida cristã (1Tm1.18-20). É interessante observar como a boa consciência está de algum modo conectada a fé (principalmente se levarmos em conta o conceito <a title="fé" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%A9">hebraico de fé</a>, que traz uma forte noção de <em>fidelidade</em>). Portanto, manter uma <em>boa consciência </em>não é apenas uma sensação de <em>bem estar</em>, de &#8220;não estar devendo nada para ninguém&#8221;, mas sim em manter-se fiel a Deus, ligado a Jesus sem o qual nós nada podemos fazer. É ler a realidade a partir das Escrituras e não de nossos &#8220;achismos&#8221;. Enfim &#8211; manter uma boa consciência exige tempo, esforço e dedicação de cada um de nós que trilhamos pelo <strong>caminho estreito</strong> &#8211; e, de acordo com Jesus, são poucos os que andam por ele (Mt 7.13).</p>
<p style="text-align: justify;">Samuel então concluíra ser Eliabe o escolhido; no entanto, o Senhor prontamente intervém na situação e mostra ao profeta que sua visão limitada estava levando a uma conclusão equivocada &#8211; o rei era outro. O escolhido era, pela graça divina, alguém que não satisfaria as expectativas naturais de um candidato a suceder Saul. Lembre-se de que uma das características naturais de Saul, ao ser escolhido como o primeiro rei de Israel, era uma aparência que o destacava dos demais (1Sm 9.2), e provavelmente Samuel pensava que este era um dos critérios. Nós agimos assim também: criamos padrões para o agir de Deus e, de certo modo, O colocamos numa <em>&#8220;caixa&#8221; </em>esperando que Ele faça exatamente o que queremos (claro que não era essa a situação de Samuel &#8211; ele apenas agira naturalmente ao obedecer a Deus). Por isso Deus mostra ao profeta o Seu ponto de vista, pois o Senhor sonda os corações e via as qualidades necessárias não no mais forte e aparentemente mais bem preparado Eliabe, mas sim no então anônimo e esquecido Davi.</p>
<p style="text-align: justify;">Em outras palavras, somos aqui lembrados do que Isaías mais tarde afirmaria, que  <em>&#8220;&#8230;os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, e os vossos caminhos não são os meus caminhos!” Afirma o SENHOR.&#8221;Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os meus caminhos são mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos.&#8221;</em> (Is 55.8-9)</p>
<p style="text-align: justify;">Lembre-se dessas lições valiosas: nem sempre a <em>voz </em>ouvida em nosso íntimo é a voz de Deus; mantenha uma boa consciência, firmada na Palavra de Deus; e finalmente, esteja pronto a não receber certas coisas pedidas em oração &#8211; pode ser que, pelo fato dos caminhos do Senhor serem mais altos, você tenha uma grata surpresa lhe esperando no amanhã&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Em Cristo,</p>
<p style="text-align: justify;">Pr. Daniel</p>
<p style="text-align: justify;">(<em>continua</em>)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>De todo o coração &#8211; parte 1</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Nov 2012 15:07:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel De Luca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra]]></category>
		<category><![CDATA[chamado]]></category>
		<category><![CDATA[coração]]></category>
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		<category><![CDATA[graça]]></category>

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		<description><![CDATA[Amigo leitor, convido você a pensar por um momento em seu trecho favorito das Escrituras&#8230; Imagine agora qual o versículo (ou capítulo) mais conhecido, amado mesmo por aqueles que não professam sua fé em Cristo &#8211; o que veio à sua mente? Ao longo dos anos, tenho percebido que certas verdades estão, de algum modo, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Amigo leitor, convido você a pensar por um momento em seu trecho favorito das Escrituras&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Imagine agora qual o versículo (ou capítulo) mais conhecido, amado mesmo por aqueles que não professam sua fé em Cristo &#8211; o que veio à sua mente?</p>
<p style="text-align: justify;">Ao longo dos anos, tenho percebido que certas verdades estão, de algum modo, presentes no imaginário popular, transcendendo culturas e realidades tão distintas que compõe o mosaico da diversidade humana. São palavras escritas por pessoas como eu e você, mas que ao descreverem certas particularidades da condição humana alcançaram um patamar que atravessa o tempo e as gerações. Dentre tantos textos sublimes da Palavra de Deus, um deles foi capaz de traduzir uma necessidade ancestral comum a todo homem: <strong>a paternidade</strong>. Alguém que cuide de nossa alma e nos conduza pela mão enquanto enfrentamos a aventura de viver neste mundo, inseridos no Reino <em>&#8220;ainda não mas já presente&#8221;</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Estou falando do Salmo 23, popularmente conhecido como o <em>Salmo do Pastor</em>. Entretanto, nossa série de reflexões não será baseada neste texto, mas na vida de seu escritor &#8211; <strong>Davi.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O que o tornou tão especial a ponto de ser um precursor do Messias? O que o jovem de bela aparência e de grande coragem fez com que seu nome se tornasse imortal,<em> </em>sendo descrito por Deus como <em>segundo o Seu coração</em>? Não estamos, com esta nova série, pretendendo ser exaustivos quanto ao tema, mas buscaremos ampliar nossa visão sobre o filho de Jessé e de como a graça divina tornou um pastor esquecido nos recantos das montanhas de Judá no rei mais famoso de Israel.</p>
<p style="text-align: justify;">Nossa história começa durante o período da decadência do reinado de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Saul_(rei)">Saul</a>, o primeiro rei da monarquia hebraica (cerca de 1095 a.C.). Devido à suas atitudes impetuosas e a rebelião a Deus, este fora rejeitado pelo Senhor que, dentre a nação, já escolhera o seu sucessor &#8211; Davi. O texto de 1 Samuel 16 nos traz o diálogo entre o Senhor e o profeta Samuel, que era então informado a respeito da sucessão no trono que em breve ocorreria:</p>
<address style="text-align: justify;"><em>&#8220;Disse o Senhor a Samuel: até quando terás pena de Saul, havendo-o eu rejeitado, para que não reine sobre Israel? Enche um chifre de azeite e vem; enviar-te-ei a Jessé, o belemita; porque, dentre os seus filhos, me provi de um rei&#8221; </em>(1Sm 16.1)</address>
<div style="text-align: justify;">Enquanto isso, nas montanhas de Judá, encontramos o então menino Davi. Imagine a cena: numa manhã como qualquer outra, uma brisa fresca sopra de mansinho e ouvimos ao longe os balidos das ovelhas. Próximo a elas, está o pastor: na realidade, quase não o vemos em meio a seu rebanho, pois a baixa estatura o esconde em meio às pastagens. Mas ali está ele. Olhos vívidos e brilhantes, cabelo ruivo como o fogo do sol, a pele bronzeada pelos longos dias de pastoreio.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Bem, os dias nem sempre foram assim tão calmos. Em certa ocasião, um leão teve que ser derrubado para salvar uma ovelha que se desgarrara. Em outra, uma coragem construída na solidão e adoração a seu Deus o capacitou a enfrentar um urso que ameaçava seu rebanho. Obstáculos comuns do cotidiano de um pastor? Sim e não&#8230; as lutas pela preservação de suas ovelhas incluíam não só o cuidado com possíveis predadores, mas também a necessidade de nutri-las. A olhos mais distraídos, ele não passava de um menino, um jovem imerso na tarefa de obedecer seu pai enquanto seus irmãos mais velhos treinavam no exército de Saul. Uma realidade bem distante da solidão que o cercava. Porém, aos olhos de Deus&#8230; ali estava o futuro rei de Israel, o maior de todos, o mais famoso. Aquele cujo trono seria sucedido pelo Messias, o Salvador. Enquanto ao olhar do mundo Davi não passava de mais um pastor vagueando nas pastagens de Israel, o Senhor via nele um homem segundo o seu coração.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Quem daria um <em>vintém</em> por Davi?</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Mas enquanto nem ele mesmo se via além do que sua rotina lhe mostrava, Deus olhava além&#8230;via naquele moço o escolhido, o homem que marcaria não só sua geração, mas cujo exemplo de entrega e amor atravessaria o tempo e a história.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Davi.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Entretanto, Davi não está só&#8230;.naquelas pastagens, está todo filho de Deus que se encontra sozinho em meio ao dia a dia esmagador dos tempos modernos. Hoje o leão tem o aspecto de um tempo cada vez mais escasso, rugindo alto e amedrontando que o ousa desafiar. O urso das pressões deste sistema caído, que tanto valorizam o <em><strong>ter</strong> </em>e devoram o <em><strong>ser</strong></em> faz com que muitos abandonem o chamado do Senhor. Aos poucos vamos cedendo às pressões, deixando de ser sal da terra e luz do mundo e nos sentimos cada vez mais sozinhos, abandonados&#8230; afinal de contas, que dá valor aos pequenos, aos fracassados aos olhos deste mundo?</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Mas espere&#8230;leia novamente o primeiro versículo acima citado:</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><em>&#8220;Disse o Senhor a Samuel: até quando terás pena de Saul, havendo-o eu rejeitado, para que não reine sobre Israel? Enche um chifre de azeite e vem; enviar-te-ei a Jessé, o belemita; porque, dentre os seus filhos, me provi de um rei&#8221;</em></div>
<div style="text-align: justify;"><em><br />
</em></div>
<div style="text-align: justify;">Note como o Senhor se refere ao então anônimo Davi - <strong>rei</strong>. Ainda quem nem o próprio se considerasse algo além do caçula de Jessé, Deus já o via cumprindo seu propósito &#8211; Rei.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Impressionante.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Meu irmão, minha irmã&#8230;não se deixe enganar pelo conceito de sucesso conforme a mídia nos ensina. Popularidade não é sinônimo de sucesso (Jeremias que o diga!), altos salários e <em>status</em> social não são indicadores bíblicos de aprovação divina desde que Satanás ofereceu o mesmo a Jesus em troca de adoração.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Aprenda com Davi&#8230;enquanto seus irmãos lutavam para serem reconhecidos como guerreiros de Saul, o Senhor estava treinando o futuro rei de Israel no anonimato e na solidão. É ali, no deserto do esquecimento que se forjam os grandes guerreiros, os valentes.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Portanto, da próxima vez que qualquer pensamento de inutilidade vier à sua mente, lembre-se de Davi. Lembre-se da Escola do Anonimato. Lembre-se de ser fiel no pouco&#8230;são esses que, como mais tarde seriam conhecidos os discípulos de Jesus (outro bando de anônimos na época em que foram chamados),  <em>“&#8230;estes que têm causado alvoroço em todo o mundo, agora chegaram também aqui&#8230;&#8221;</em> (At 17.6).</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Em Cristo,</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Pr Daniel</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">(<em>continua&#8230;</em>)</div>
]]></content:encoded>
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		<title>O Evangelho da segunda chance</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Nov 2012 21:33:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel De Luca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra]]></category>
		<category><![CDATA[chamado]]></category>
		<category><![CDATA[evangelho]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro]]></category>

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		<description><![CDATA[Não existem muitas segundas chances por aí. No mundo atual, impera a necessidade do &#8220;hoje&#8221; e do &#8220;agora&#8221; característicos da geração fast-food. As pessoas não tem mais paciência, e a arte de esperar há muito parece ter sido esquecida. Quantas vezes passamos por isso? Quando fomos deixados de lado na escolha do time da escola, quando [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">Não existem muitas segundas chances por aí. No mundo atual, impera a necessidade do &#8220;hoje&#8221; e do &#8220;agora&#8221; característicos da geração <em>fast-food</em>. As pessoas não tem mais paciência, e a arte de esperar há muito parece ter sido esquecida.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Quantas vezes passamos por isso? Quando fomos deixados de lado na escolha do time da escola, quando fomos trocados por alguém mais novo, mais forte, mais rápido&#8230; ou talvez por motivos que nos são desconhecidos. O fato é que enfrentamos situações assim: toda nossa esperança parece se esvair pelos nosso dedos. Não há luz no fim do túnel e nenhuma opção parece ser viável.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">O que fazer? Existe algo em que possamos depositar nosso coração? Existe a possibilidade de<em> recomeçar</em>?</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Dentre tantas preciosidades existentes nas Escrituras, há uma que deve sempre estar diante de nós:</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><em>&#8220;&#8230;eis que faço novas todas as coisas&#8230;&#8221;  </em>Ap 21.5</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Isso não é reconfortante? Saber que nossos fracassos não são o fatais, e que onde há ruínas uma nova vida pode brotar?</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Um dos apóstolos de Jesus, Pedro, sabe muito bem o que é ter uma segunda chance. Seu temperamento impetuoso o tornou um dos principais apóstolos, fazendo parte do círculo mais íntimo de Cristo. Momentos antes de Sua prisão, Jesus revela a seus discípulos que eles iriam o abandonar e mais tarde, após a ressurreição, os encontraria. E quem toma a palavra? Pedro, que afirma:</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><em>&#8220;mesmo que todos te abandonem, eu nunca te deixarei&#8221; </em>Mc 14.28</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Podemos imaginar Pedro batendo no peito afirmando estas palavras: <em>&#8220;Jesus, eu não sei dos outros, mas pode contar comigo! Eu nunca vou te deixar&#8230;&#8221;. </em></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Fazemos isso, não? Com mais frequencia do que gostaríamos de reconhecer. Julgamos os outros a partir de um ponto de vista (nosso ou externo) e, comparando-nos com os outros, dizemos: <em>&#8220;Eu não seria capaz de fazer isso, ou falar aquilo, ou agir assim&#8230;sou bom demais, Jesus! Eu tenho a força e a vontade para me manter firme. Nunca vou vacilar&#8230;&#8221;</em>. Afinal de contas, sempre há alguém pior do que nós&#8230;</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">É. Certas coisas preferiríamos nunca ter dito&#8230;</div>
<div style="text-align: justify;">Em seguida, com Jesus já preso, encontramos Pedro ao lado de João dentro do pátio da casa de Caifás:</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><em>&#8220;Mas, quando acenderam um fogo no meio do pátio e se sentaram ao redor dele, Pedro assentou-se com eles&#8221; </em>Lc 22.55</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Os acontecimentos então se desenrolam de uma forma dramática. Por três vezes as pessoas ali presentes apontam para Pedro, dizendo que ele era um dos discípulos. E em todas elas, Pedro nega a afirmação, chegando mesmo a amaldiçoar-se!</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><em>&#8220;Pedro começou a amaldiçoar-se e a jurar: Não conheço esse homem de quem falais!&#8221;</em></div>
<div style="text-align: justify;">Mc 14.71</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">O golpe final veio quando, após negar ser um dos discípulos pela terceira vez, seus olhos encontram os de Jesus:</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><em>&#8220;E aconteceu que o Senhor encontrou-se com Pedro e o olhou diretamente nos olhos. Então Pedro se lembrou da palavra que o Senhor lhe havia predito: Antes que o galo cante hoje, tu me negarás três vezes. Então Pedro, retirando-se dali, chorou amargamente&#8221; </em></div>
<div style="text-align: justify;">Lc 22.61-62</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">O texto grego aqui usa a expressão <em>pikros</em> (πικρως ) que traz a ideia de uma <em>dor aguda, dura e fatal.</em> O que você sentiria no lugar de Pedro? Talvez você não se veja desta forma, mas quantas vezes fracassamos naquilo que <em>garganteamos</em> como vitória? Como Pedro, batemos no peito de dizemos:<em>&#8220;pode deixar comigo. Eu nunca vou fazer isso&#8230;ou voltar àquele lugar&#8230;ou falhar com você novamente&#8230;foi a última vez&#8230;&#8221; </em> e os discursos são os mais variados, porém a tônica é a mesma. Somos confrontados com nossas próprias palavras, e a realidade às vezes é dura demais.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Tão dura que nos faz querer voltar atrás&#8230;desistir de tudo e aceitar a derrota. É interessante analisar as derrotas que sofremos. Somos derrotados pelo tempo, por pessoas, situações&#8230;<em>mas</em> a pior de todas é quando o inimigo somos nós. Aqui a força de muitos desaba, e com Pedro foi assim.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Lembra-se o que Pedro fazia antes de seguir a Jesus? Ela era pescador&#8230;e após todos estes acontecimento, onde o encontramos? Veja:</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><em>&#8220;Estavam juntos Simão Pedro, Tomé, Natanael, os filhos de Zebedeu &#8230;e Simão Pedro disse-lhes: vou pescar. E eles o encorajaram: nós vamos contigo também, e saíram&#8230;&#8221;</em> Jo 21.2-3</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Pedro volta a pescar! Obviamente não há mal algum nisso, mas é interessante como Pedro age após o fracasso: <strong>volta à antiga vida!</strong> Tenha em mente que Jesus já havia ressuscitado e aparecido a eles, mas de algum modo, isso parece não motivar a Pedro a perseverar e a pregar a ressurreição do Mestre. Observe como o fracasso tem o poder de, mesmo presenciando um milagre, nos deixar abatidos e derrotados. É impressionante como ficamos insensíveis às Boas Novas quando estamos assim&#8230;</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Então a intervenção divina acontece&#8230;quando algumas das mulheres que haviam se tornado discípulas de Jesus vão ao sepulcro, encontram dois anjos que, proclamando a ressurreição de Jesus, mandam um recado aos discípulos:</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><em>&#8220;Agora ide, dizei aos discípulos <span style="text-decoration: underline;"><strong>e a Pedro</strong></span> que Ele está seguindo adiante de vós para a Galiléia. Lá vós o vereis, assim como Ele predisse&#8221;. </em> Mc 16.7 (grifo nosso)</p>
<div>Viu a ênfase ali? Havia um recado especial a ele, e o milagre estava prestes a acontecer.</div>
</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Deixe agora que o texto fale por si&#8230;acompanhe:</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><em>&#8220;Jesus disse-lhes, então: Rapazes, tendes alguma coisa para comer? Eles responderam-lhe: Não. Disse-lhes Ele: Lançai a rede para o lado direito do barco e haveis de encontrar. Lançaram-na e, devido à grande quantidade de peixes, já não tinham forças para a arrastar.  Então, o discípulo que Jesus amava disse a Pedro: É o Senhor! Simão Pedro, ao ouvir que era o Senhor, apertou a capa, porque estava sem mais roupa, e lançou-se à água.  Os outros discípulos vieram no barco, puxando a rede com os peixes; com efeito, não estavam longe da terra, mas apenas a uns noventa metros.  Ao saltarem para terra, viram umas brasas preparadas com peixe em cima e pão&#8221;. </em>Jo 21.5-9</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Impressionante! Os mesmos elementos encontrados na ocasião da negação de Pedro: <em>uma fogueira, uma roda de pessoas&#8230;</em>e Jesus! Agora Ele estava ali&#8230;e o final do diálogo com Pedro é<em>segue-me</em> (v.19).</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Uma segunda chance.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Não é todo dia que você ganha uma segunda chance, e Pedro sabia disso. Quando soube que era Jesus, mergulhou nas águas frias do Tiberíades e não apenas nadou até a praia, mas entregou-se de tal maneira que marchou valentemente até Roma, pregando o Evangelho e morrendo crucificado de cabeça para baixo, pois não se achava digno de morrer como o Mestre.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Uma segunda chance.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Não é todo dia que você encontra alguém que lhe dê uma segunda chance. Muito menos alguém que faça isso todos os dias&#8230;</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">&#8230;mas em Cristo encontramos ambas as pessoas!</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><em>Solus Christus, </em></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Daniel</div>
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		<title>De que lado você fica? &#8211; parte 2</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Nov 2012 16:33:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel De Luca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[ouvir e entender]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[(leia antes a primeira parte aqui) Antes de iniciar o segundo ponto, é importante frisar o o cuidado de Deus nos detalhes da jornada. Primeiro, o Senhor faz Josué encarar o fato da morte de Moisés e como agora o momento era seu. O passado deve ficar onde está: no passado. Remoer fatos e imaginar situações hipotéticas [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">(<em>leia antes a primeira parte<a title="De que lado você fica?" href="http://www.ancorando.com/de-que-lado-voce-fica-2/"> aqui</a></em>)</p>
<p style="text-align: justify;">Antes de iniciar o segundo ponto, é importante frisar o o cuidado de Deus nos detalhes da jornada. Primeiro, o Senhor faz Josué encarar o fato da morte de Moisés e como agora <em>o momento era seu</em>. O passado deve ficar onde está: <strong>no passado</strong>. Remoer fatos e imaginar situações hipotéticas a partir de pensamentos iniciados com &#8220;e se&#8230;&#8221; não o levaria (e nem a nós) a lugar algum. É natural nos assustarmos quando, acostumados a seguir alguém, somos levantados à posição de liderança &#8211; uma situação onde nos encontramos sob os olhares de todos à espera de direção. O desconforto certamente pousou em seus ombros. O receio da comparação era real. <em>O que pensarão de mim? Como lidar com aqueles que até pouco tempo eram meus pares?</em> É a partir deste cenário que observamos maravilhados como o Senhor conduziu todo este processo, sendo bastante enérgico no comando dado a Josué de se erguer de sua posição anterior e assumir uma nova postura. A partir de agora, não só a atenção do povo, como também a atenção do Senhor estava sobre a sua vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Prossigamos então com o segundo princípio apontado pelo Senhor:</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;">2) uma preparação era necessária:</span> <em>&#8220;Agora, pois, você e todo este povo <strong>preparem-se</strong> para atravessar o rio Jordão e entrar na terra que eu estou para dar aos israelitas&#8230;&#8221;</em>(grifo nosso). Em outras palavras, o Senhor estava pontuando com Josué algumas atitudes necessárias. <em>&#8220;Josué, faça um planejamento. Organize as fileiras. Distribua as provisões. Prepare-se, pois vou dar a terra para vocês&#8230;&#8221;</em>. Planejar é também uma atitude espiritual. Observe que no versículo 10 e 11 vemos Josué respondendo ao comando do Senhor: <em>&#8220;Então Josué orientou aos oficiais do povo: passai pelo meio do acampamento e e dai esta ordem ao povo: &#8220;Preparai vossas provisões!&#8221; Daqui a três dias atravessareis o Jordão neste ponto, com o objetivo de entrardes e ocupardes a terra cuja posse o Senhor vosso Deus vos concede&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Algumas coisas nos chamam a atenção aqui: <strong>o planejamento do cristão deve estar submetido à Palavra de Deus</strong>. Josué é instruído pelo Senhor e só então toma as atitudes necessárias. Infelizmente, muitos de nós agimos exatamente ao contrário: fazemos planos e simplesmente esperamos que o Senhor os abençoe! A ordem é clara: devemos passar pelo crivo bíblico tudo aquilo que pensamos (Fp 4.8) e  só então apresentá-los diante de Deus em oração e humildade. Pela Sua graça, o Senhor em Sua soberania pode ou não abençoar nosso planejamento. A maturidade nos ensina que mesmo projetos respaldados pela Bíblia podem receber um sonoro <strong>não </strong>de Deus. Veja o exemplo de Davi quando, ao final de sua vida, resolve em seu coração construir um templo ao Senhor (2Sm 7). Apesar de um desejo lícito e louvável, o Senhor não o permitiu, transferindo a tarefa para seu filho Salomão. A atitude de Davi em resposta ao <strong>não</strong> de Deus? Gratidão e humildade em perceber tamanho amor pela sua família &#8211; não é à toa que ele recebe a alcunha de &#8220;homem segundo o coração de Deus&#8221;. Muitos querem ser conhecidos da mesma maneira sem deixar de abrir mão do eu; e quando muito, o fazem sob os mais vigorosos protestos. Bem diferentes do exemplo de Davi, não?</p>
<p style="text-align: justify;">Outro ponto a destacar é a <strong>boa comunicação</strong> exercida por Josué. O texto narra que ele <em>&#8220;&#8230;<em>orientou aos oficiais do povo: passai pelo meio do acampamento e dai esta ordem ao</em></em> povo&#8230;&#8221;. Não só o diálogo entre ele e as lideranças do povo era eficiente, mas também o movimento de interação promovido ali &#8211; cada oficial deveria repassar a ordem <em>no meio do acampamento</em>. Ou seja, havia um senso de comunidade muito forte com consequências interessantíssimas. Mesmo a hierarquia não era capaz de fazer qualquer distinção entre eles &#8211; o trânsito parecia fluir com naturalidade. O resultado disso foi o movimento criado, onde todos participaram do preparo das provisões para a conquista.</p>
<p style="text-align: justify;">Vale ressaltar a ordem dos fatos: uma direção dada pelo Senhor, a prontidão de Josué em responder ao chamado,a boa comunicação (pode-se afirmar também <em>bons relacionamentos</em>) e o movimento entre o povo resultantes de tudo isso. Quaisquer pontos negligenciados aqui trariam graves consequências ao processo da conquista &#8211; grave isso em seu coração. Jesus mais tarde, ao longo de Seu ministério, foi enfático ao ensinar a premência de  <strong>ouvir e entender aquilo que se ouve</strong>. Uma audição apurada é parte fundamental em nosso relacionamento com o Senhor, e ela só é desenvolvida quando investimos tempo em leitura e oração na Palavra. É algo que se adquire com o tempo, sem atalhos nem subterfúgios.</p>
<p style="text-align: justify;">Por último, vale destacar mais dois princípios importantes aqui: <strong>a comunicação saudável traduz de forma clara a visão</strong>. Qual era a finalidade de estarem ali? Entrar e <em>ocupar a terra</em>. Não era uma passeio com a família, muito menos um tempo de férias. Era chegada a hora tão ansiada de finalmente pisar e conquistar os sonhos de toda uma vida. Após tantos anos de escravidão e peregrinação, o ápice de tudo aquilo ia se tornar real. A visão clara é importante não só para o resultado da campanha, mas serve também como um poderoso agente motivador nos corações. Ninguém aprecia andar a esmo, errante de lugar em lugar. Observe como estes pontos até aqui mencionados são como <em>elos</em> de uma corrente, sem os quais uma visão não pode ser tornar realidade. Não obstante, finalizamos esta reflexão chamando a atenção para o lugar onde Josué estava direcionando o foco do povo: <strong>o Senhor</strong>. Toda a preparação, todo movimento só tinham razão de ser por causa da fonte de tudo &#8211; <strong>Deus</strong>. Leia com atenção as últimas palavras de Josué ao instruir a nação: &#8220;&#8230;<em>Daqui a três dias atravessareis o Jordão neste ponto, com o objetivo de entrardes e ocupardes a terra cuja posse o Senhor vosso Deus vos concede&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Sim, eles tinham uma promessa, os recursos necessários e os meios para a conquista. Mas nada disso teria qualquer resultado significativo se o Senhor não estivesse à frente. Josué aprendera com Moisés a lição de que tudo provinha do Senhor, e ele soube, desde o começo, transferir toda a Glória para Deus. Por maiores que fossem seus esforços, ainda assim sem o Senhor tudo aquilo seria em vão.</p>
<p style="text-align: justify;">Absorva estes princípios&#8230;e lembre-se sempre das palavras do salmista:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Se o Senhor não edificar a casa, trabalham em vão os que desejam construí-la&#8221;</em> Sl 127.1</p>
<p style="text-align: justify;">(continua)</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>De que lado você fica?</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Oct 2012 13:17:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel De Luca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra]]></category>
		<category><![CDATA[escolhas]]></category>
		<category><![CDATA[fé]]></category>
		<category><![CDATA[Jordão]]></category>
		<category><![CDATA[Josué]]></category>

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		<description><![CDATA[Existem algumas verdades bíblicas que são inegociáveis: a inerrância das Escrituras, a Trindade, a salvação pela graça&#8230;e entre elas podemos destacar uma que em face das vicissitudes diárias enfrentadas por todos nós torna-se de algum modo esquecida: o destino que Deus tem para nossas vidas é bom. Permita-me repetir isso: o destino que Deus tem para nossas vidas [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Existem algumas verdades bíblicas que são inegociáveis: <em>a inerrância das Escrituras, a Trindade, a salvação pela graça&#8230;</em>e entre elas podemos destacar uma que em face das vicissitudes diárias enfrentadas por todos nós torna-se de algum modo esquecida: <strong>o destino que Deus tem para nossas vidas é bom.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Permita-me repetir isso: <strong>o destino que Deus tem para nossas vidas é bom. </strong>Se necessário, leia mais uma vez, e deixe que estas palavras sejam absorvidas como água que se derrama sobre terra seca.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma sentença assim abre diversos ângulos de discussão: qual o conceito bíblico sobre a palavra<em> destino? Como ter a certeza de que ele é bom? Onde está a bondade de Deus no meio de tanto mal? Por que sofro tanto se Deus é bom?</em> No entanto, o intuito deste texto não é analisar exaustivamente estas indagações, mas lançar luz sobre o tema da <em>bondade de Deus </em>e <em>de nossa postura frente à isso.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Para tal, teremos o texto de Jeremias 29.11(NVI) como norte nesta reflexão:</p>
<p style="text-align: justify;">“<em>Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês&#8221;, diz o Senhor, </em><em><span style="text-decoration: underline;">planos de fazê-los prosperar</span> </em><em>e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes ESPERANÇA e um FUTURO.&#8221; </em>(grifo nosso).</p>
<p style="text-align: justify;">O que a Palavra ensina? <strong>Que há um plano em ação nos conduzindo, dia após dia,  a um futuro de <em>prosperidade </em>e <em>esperança</em>. </strong>Podemos ter vivido um passado de dor e fracasso, porém ele não é capaz de impedir a manifestação da vontade soberana de Deus. Em outras palavras, o passado fez parte do processo de construir quem você é hoje, mas não determina quem você será amanhã. A verdade é que a <em>história de sua vida ainda não acabou</em>. O Senhor é claro ao afirmar: &#8220;Eu tenho um plano, um futuro de esperança para fazê-lo prosperar&#8221;. Vale lembrar que o termo <em>prosperidade</em> não é restrito à finanças, mas abrange a vida humana como um todo; Deus mesmo fornece os subsídios de modo a  fazer cumprir Seus propósitos e glorificá-lo. Se respondemos a isso, se formos fiéis no pouco, sobre o muito Ele nos colocará (Lc 16.10).</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, falar em <em>destino</em> não é isentar o homem de sua responsabilidade em responder aos mandamentos de Deus. O mesmo Senhor que ordena <em>sede santos</em> (1Pe 1.16) mostra nossa incapacidade humana de fazê-lo (ou sê-lo) sozinhos (&#8230;<em>sem mim, nada podeis fazer&#8230; </em>Jo 15.5). Portanto, estas duas afirmações que, a princípio parecem contradizentes, na realidade de algum modo se auto-complementam e nos trazem ao segundo princípio que abordaremos: <strong>temos responsabilidade sobre o destino que nos aguarda</strong>. Nosso propósito no Reino não acontece de forma involuntária, automaticamente. O Senhor estabelece os planos, cria as oportunidades e <em>nós temos que responder a elas.</em> Com o intuito de estabelecer de forma mais clara estes princípios, vamos nos encontrar com Josué, no momento onde ele estava na liderança dos israelitas e na expectativa para entrar na Terra Prometida.</p>
<p style="text-align: justify;">Moisés havia sido o instrumento escolhido por Deus para libertar Seu povo da escravidão no Egito. Foram cerca de quatrocentos anos, tempo no qual uma nação de aproximadamente três milhões de pessoas floresceu a partir da família de Jacó ( Ex 1.7). Após o saída miraculosa e a passagem pelo Mar Vermelho, foram quarenta anos de permanência no deserto, como resultado do juízo de Deus em resposta à incredulidade do povo frente a revelação divina (Nm 13). Conforme àquilo que o Senhor havia pronunciado, a primeira geração morrera no deserto e a incumbência de liderar a nova geração na conquista da Terra Prometida estava nas mãos do jovem líder. Vejamos então o que nos ensina o relato bíblico, extraindo os princípios ali contidos de forma a aplicá-los em nossa caminhada cristã.</p>
<p style="text-align: justify;">Vale a pena, antes, ressaltar: <strong>o destino que o Senhor tem para as nossas vidas é bom. </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Vamos lá?</p>
<p style="text-align: justify;">O livro de Josué começa narrando alguns fatos significativos:</p>
<p style="text-align: justify;" align="CENTER">“<em>Depois da morte de Moisés, servo do SENHOR, disse o SENHOR a Josué, filho de Num, auxiliar de Moisés: &#8220;Meu servo Moisés está morto; levanta-te, pois, agora, passa este Jordão, você e todo este povo, </em><em>preparem-se para en</em><em>trar na terra que eu estou para dar aos israelitas. Como prometi a Moisés, todo lugar onde puserem os pés eu darei a vocês. Seu território se estenderá do deserto ao Líbano, e do grande rio, o Eufrates, toda a terra dos hititas, até o mar Grande, no oeste”. </em>(Js 1.1-4)</p>
<p style="text-align: justify;" align="CENTER">Atente às primeiras palavras do texto: <em>&#8220;Depois da morte de Moisés&#8230;&#8221;</em>. Creio que muitos aqui já ficariam paralisados frente a este &#8220;aparente obstáculo&#8221;: <strong>a morte de Moisés.</strong>  Você consegue imaginar o tamanho do desafio? Suceder o grande legislador? E como se não bastasse, o destino de três milhões de pessoas estava agora em suas mãos. No entanto, Deus é específico em afirmar isso a Josué logo no versículo dois, já chamando ele à ação: <strong>levanta-te!</strong> Há uma atitude enérgica aqui; a palavra <em>levanta-te</em> (no hebraico <em>qum -</em> קום) tem o sentido dentre outras coisas de <em>&#8220;ficar de pé a partir de uma posição prostrada&#8221;</em>. Com isso, o Senhor estabelece alguns pontos fundamentais com Josué antes de sua jornada:</p>
<p style="text-align: justify;" align="CENTER"><span style="text-decoration: underline;">1) Moisés morrera:</span> ele era o alicerce que até então mantivera o &#8220;povo unido&#8221; através da Lei. No entanto, o propósito em sua vida havia se cumprido e o Senhor mesmo não permitiu que Moisés fosse o líder na conquista. Interessante pensar que, como Moisés fora o mediador da Lei e não entrou na Terra Prometida &#8211; ele apenas a viu de longe (Dt 34 &#8211; fato que mais tarde o escritor de Hebreus cita como <em>tendo-as visto de longe</em> (Hb 11.13), pode-se inferir que a Lei não conduziu o povo à Terra, mas sim a fé na promessa. Josué (do hebraico <em>yehoshua </em>- יהושע<em>&#8220;o Senhor é a salvação&#8221;</em>) torna-se então um <em>tipo</em> de Cristo, levando o seu povo à salvação, à promessa divina revelada. A Lei apontara o caminho, mas a fé seria o instrumento de conquista.</p>
<p style="text-align: justify;" align="CENTER">(<em>continua&#8230;</em>)</p>
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		<title>Entendes o que ouves?</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Oct 2012 02:03:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel De Luca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra]]></category>
		<category><![CDATA[fé]]></category>
		<category><![CDATA[limites]]></category>
		<category><![CDATA[ouvir e entender]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Ora, achando-se eles na Galiléia, disse-lhes Jesus: o Filho do Homem será entregue nas mãos dos homens, e matá-lo-ão, e, ao terceiro dia, ressuscitará. E eles se entristeceram muito&#8221;  Mt 17.22-23 Será que temos ideia de o quanto as distrações podem ser letais? Letais para a nossa fé, para nossa cosmovisão e entendimento da realidade que nos [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&#8220;<em>Ora, achando-se eles na Galiléia, disse-lhes Jesus: o Filho do Homem será entregue nas mãos dos homens, e matá-lo-ão, e, ao terceiro dia, ressuscitará. E eles se entristeceram muito&#8221;  </em>Mt 17.22-23</p>
<p style="text-align: justify;">Será que temos ideia de o quanto as distrações podem ser letais? Letais para a nossa fé, para nossa cosmovisão e entendimento da realidade que nos cerca?</p>
<p style="text-align: justify;">Em determinada ocasião, Jesus estava falando com os discípulos sobre fé, pois eles não haviam conseguido libertar um menino por causa de sua incredulidade. Jesus incia um diálogo com eles sobre a realidade de uma fé sem reservas, focada no lugar certo (o Pai) e de como ela se torna um instrumento poderoso em Suas mãos. Em seguida, Jesus faz menção à Sua morte e ressurreição, gerando uma reação impressionante nos apóstolos. A Bíblia diz que eles se <em>entristeceram</em>. Isso mesmo, você não leu errado &#8211; eles se <em>entristeceram <strong>muito.</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Impressionante.</p>
<p style="text-align: justify;">Jesus estava compartilhando com eles o momento ápice de seu ministério, do plano de Deus para redimir o homem e qual a resposta dos ouvintes?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tristeza.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Naturalmente somos então levados à seguinte questão: será que entendemos tudo o que ouvimos de Deus?</p>
<p style="text-align: justify;">Deus sempre fala&#8230;mesmo Seu silêncio fala. O grande problema é que não ouvimos e, quando ouvimos, se entendemos realmente o que Ele diz. Veja que Jesus estava falando sobre sua morte <strong>e</strong> ressurreição, mas eles não entendiam isso. Poderiam estar pensando de uma maneira genérica, na ressurreição final de todos no fim dos tempos (<em><a title="Olam habá" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jewish_eschatology">olam habá</a>/ </em>עולם הבא). Este pensamento não era novo, pois mesmo Marta, ao ouvir de Jesus que seu irmão Lázaro ressuscitaria, responde a Jesus dizendo que &#8220;&#8230;Eu sei que ele vai ressuscitar na ressurreição, no último dia&#8230;&#8221;(Jo 11.24). Afinal de contas, não havia precedentes de alguém ressuscitando após três dias! De algum modo, sua limitação ao crer além dos limites naturais os fez não ouvir mais nada depois da menção de Jesus à Sua morte.</p>
<p style="text-align: justify;">Este é um grande problema nosso: temos dificuldade com o novo, de sequer imaginar Deus fazendo algo que nos surpreenda. Momentos antes Jesus falava da fé, que através dela nada é impossível, mas mesmo assim eles não entenderam. Os discípulos fixaram suas mentes apenas no momento de morte e ficaram tristes com isso. Não que não devessem ficar &#8211; afinal de contas, Jesus iria <strong>morrer</strong>. Mas Ele mesmo estava garantindo que iria <strong>ressuscitar</strong>. Cadê então a alegria?</p>
<p style="text-align: justify;">Interessante pensar que Jesus não continuou falando do assunto, nem explicando para eles a necessidade da cruz. Podemos pensar que determinadas coisas Deus até nos fala mas, como não estamos preparados para ouvir, Ele deixa que a semente siga seu caminho natural, germine e cresça. Observe que somente após Sua ressurreição eles entenderam, ainda que alguns tenham duvidado (Mt 28.17). Não é à toa que Jesus, em diversas ocasiões, alertou para o fato de &#8220;<strong>quem tem ouvidos para ouvir, ouça!&#8221;</strong> O problema não está nAquele que fala, mas naquele que ouve! As palavras de Jesus nunca trarão tristeza, a não ser que não consigamos entender o que Ele diz&#8230;mesmo que sejam adversidades, Ele sempre lança a semente de esperança! Será que entendemos o que ouvimos? Se estamos ainda confusos e tristes, devemos continuar aos pés de Jesus até que tenhamos entendido tudo o que Ele quis nos dizer&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">E você&#8230;tem ouvido e compreendido aquilo que Jesus ministra em sua vida?</p>
<p style="text-align: justify;">Em Cristo,</p>
<p style="text-align: justify;">Pr. Daniel</p>
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